| Noah Andrade, sete anos e futura estrela do violão de Cabo Verde |
| 09-Ago-2006 | |
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A sua forma de tocar e as tranças que lhe chegam ao meio das costas dão-lhe o ar de um executante de reggae na casa dos 16-18 anos: contudo, Noah tem apenas sete anos e parece caminhar para a lista dos grandes tocadores de violão de Cabo Verde.
Filho de Joseph e Eliana, ambos cabo-verdianos, Noah nasceu nos Estados Unidos e ao contrário do que se podia imaginar, não encontrou a música em casa. “O meu pai sugeriu-me que aprendesse a tocar um instrumento e eu disse-lhe que queria a trompette”, explica o miúdo em inglês. Porém, a voz da cantora Mayra interpretando o tema Regaço, da autoria de Orlando Pantera, acabaria por alterar os planos. “Ele ouvia a canção umas seis vezes antes de ir à escola e acabei por ir à Net e mostrar-lhe o site da Mayra. Ao vê-la com um violão, decidiu aprender este instrumento”, recorda o pai de Noah. Em Maio de 2005, Joseph “colocou” o filho entre as mãos da professora portuguesa Carminda Rocha para duas aulas de meia hora cada por semana e um pedido: que Noah aprendesse a tocar temas cabo-verdianos. As quatro actuações que o miúdo já leva provam que a aprendizagem tem surtido efeito: Noah participou nos espectáculos do grupo de Zé Rui, Djim Job, Calu, etc., nomeadamente em Providence, por ocasião do 5 de Julho, e em finais de Julho, num festival de música em Central Park, Nova Iorque. Neste seu primeiro show fora do meio crioulo, Noah foi recebido com curiosidade e silêncio pelos adultos e saiu entre aplausos e admiração depois de ter tocado três temas, entre eles “Sodade”. “It was good! Foi bom”, explica o jovem aprendiz, acrescentando que quer continuar a tocar. “Tudo dependerá dele. Eu apenas posso dar-lhe os meios para continuar e é o que estou a fazer”, responde o pai. Por seu turno, o guitarrista e cantor Zé Rui solicita o apoio do público e dos cabo-verdianos ao jovem Noah. “Ele está no começo e pode ser uma fonte de motivação para outras crianças. Por isso, tem que ter o apoio dos cabo-verdianos”, precisa o artista. Vladimir Monteiro | Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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