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Presidente da Gulbenkian defende português "língua da filantropia" em Cabo Verde
10-Jan-2006
O presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, disse hoje em Cabo Verde que a filantropia "também se escreve em português", a sétima língua mais falada no mundo e a oitava na Internet. Rui Vilar falava na abertura do 3º Encontro das Fundações dos Países Lusófonos, o primeiro fora de Portugal e que decorre até terça-feira na Cidade da Praia.
O presidente da Gulbenkian enfatizou que o português, actualmente com cerca de duzentos milhões de falantes, está presente em todo o mundo através das muitas diásporas e não apenas nos países que o adoptaram como língua oficial.

A língua "cimenta mercados, favorece a paz e promove agendas internacionais" e, como "património comum" dos oito países da CPLP, é "um factor que reforça a identidade dos que a falam" num mundo globalizado, disse Rui Vilar.

O 3º Encontro de Fundações de Países Lusófonos, presidido pelo ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Victor Borges, reúne representantes de três dezenas de fundações dos oito países lusófonos integrados na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Na reunião da Cidade da Praia vão ser debatidos três temas: "O papel das fundações na sociedade civil ao nível das relações internacionais", "Análise comparativa do Regime Jurídico das Fundações" e "O papel das fundações no desenvolvimento humano".

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades de Cabo Verde, Victor Borges, defendeu "novos paradigmas no relacionamento entre o Estado cabo-verdiano e a sociedade civil".

Victor Borges destacou o papel desempenhado por aquelas organizações na "formatação da democracia e no desenvolvimento do arquipélago", mas disse que elas tem ainda "um longo caminho a percorrer", devido à "visão estatizante e expectativas muito centradas nas instituições do Estado" por parte da sociedade cabo-verdiana.

Segundo também disse, "o Estado de Cabo Verde aceita um limite para a actuação pública e oferece esse espaço para a intervenção das organizações civis" e ao "contribuírem para a melhoria da mediação social", as fundações são "parceiros de desenvolvimento".

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