| Victor Borges insta Cabo Verde a reinventar a cultura para futuro |
| 31-Mai-2007 | |
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Victor Borges, declarou, hoje, na Praia, que Cabo Verde tem “o desafio de reinventar uma cultura com os olhos voltados para o futuro porque só assim o país pode cumprir o seu papel histórico”. Falando numa conferência internacional organizada pelo Ministério da Cultura, através do Instituto de Investigação e do Património Culturais (IPC) sob o tema “Estratégias e Desafios Culturais, Hoje, em África”, Victor Borges, em substituição do ministro da Cultura, disse que Cabo Verde tem que fazer a projecção da cultura para o futuro porque “o discurso quase vitimário do passado” não vai fazer avançar o pais. “É preciso reinventar a cultura para podermos ganhar os desafios que Cabo Verde, a África e o mundo têm pela frente”, defendeu Victor Borges, salientando que os Objectivos do Desenvolvimento do Milénio só poderão ser alcançados com mudanças culturais individuais ou colectivas e com novas práticas. O desenvolvimento porque engendra a cultura constitui o desafio maior da África. E este é um desafio que deve ser partilhado pela classe política, pelas elites intelectuais, quadros, agentes culturais e pela população”, declarou o ministro. Victor Borges, que sublinhou a importância inegável da cultura para o desenvolvimento, indicou, contudo, que o país não terá mais cultura sem o desenvolvimento social económico. Defendeu, ainda, que “é preciso desenvolvimento para libertar recursos para financiar a cultura, embora ele acha que “há formas culturais que não exigem o financiamento directo”. Em jeito de provocação para o debate, o ministro referiu-se também ao financiamento da cultura, arguindo que a história da cultura no mundo prova de que nem tudo depende dos recursos financeiros. Por outro lado, o ministro enfatizou a importância da investigação e da conservação do património, recordando que esses dois elementos são importantes para a reapropriação do passado e da memória. A conferência, cuja organização conta com o apoio do Centro de Estudos de Língua, História e Tradições Orais (CELHTO/UA) e da UNESCO, decorre durante dois dias e reúne personalidades da cultura, investigadores, técnicos, artistas e agentes culturais de vários países africanos. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (1)
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