| Fórmula 1: Erro de Hamilton no Grande Prémio da China relança Raikkonen |
| 07-Out-2007 | |
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O finlandês Kimi Raikkonen venceu o Grande Prémio da China e reentrou na luta pelo título Mundial de Fórmula 1, graças ao abandono do britânico Lewis Hamilton, que adiou as decisões para a última prova.
Em Xangai, na 16ª corrida do Mundial, disputada em condições difíceis, numa pista molhada mas com trajectórias secas, Raikkonen (Ferrari) somou o quinto triunfo da temporada, 14.º da carreira, impondo-se perante espanhol Fernando Alonso (McLaren-Mercedes), vigente campeão do Mundo, e o brasileiro Felipe Massa (Ferrari). Dentro de 15 dias, no Brasil, o título vai jogar-se entre Hamilton, Alonso e Raikkonen. O inglês da McLaren-Mercedes, a quem bastava terminar à frente do espanhol para garantir o título, conservou os seus 107 pontos, mas agora com apenas mais quatro do que o companheiro de equipa e mais sete do que o finlandês, que conta mais um triunfo que os adversários. Aos 22 anos, Hamilton tinha tudo para se tornar o mais jovem campeão do Mundo e o primeiro a consegui-lo no ano de estreia na F1, mas desperdiçou a ocasião com um erro na gestão do desgaste dos pneus e uma precipitação na abordagem às boxes, perdendo o controlo do carro. "Apenas infeliz", replicou o britânico. "Ainda temos mais uma corrida e continuamos à frente. Foi o meu primeiro erro ao longo do ano e cometê-lo no acesso às boxes não é algo que faça habitualmente", acrescentou Hamilton, que só uma vez tinha terminado fora dos pontos (nono no GP Europa) depois de nove pódios consecutivos. Depois de partir da "pole position", o piloto da McLaren conservou a liderança sem sobressaltos e cumpriu as primeiras 10 voltas com seis segundos e meio de vantagem sobre Raikkonen, enquanto Massa era acossado por Alonso mais atrás. Primeiro a reabastecer (15ª volta), o britânico saiu das boxes em quarto e cedeu a liderança ao finlandês - que aproveitou para bater três vezes o recorde da volta mais rápida - mas recuperou-a à 18 passagem, após as paragens sucessivas de Massa, Alonso e Raikkonen. Com a diferença entre os dois primeiros estabilizada nos quatro segundos, o grande momento que se seguiu foi a ultrapassagem de Alonso a Massa, à 25ª volta, quando o brasileiro começava a sentir dificuldades com os seus pneus intermédios numa pista de trajectórias secas. De seguida, começaram a vislumbrar-se sinais de problemas de aderência de Hamilton, que resistiu a um primeiro ataque de Raikkonen, mas cedeu definitivamente o comando à 29ª volta. Na seguinte, as dificuldades já eram evidentes e perdeu sete segundos para Alonso. O golpe de teatro aconteceu à 31ª volta, quando Hamilton avançou para a troca de pneus de chuva pelos de piso seco e, já acesso às boxes, ainda húmido, abordou uma curva à esquerda demasiado rápido, perdendo o controlo do carro, para acabar imobilizado num banco de gravilha. Enquanto Ron Dennis, director da McLaren-Mercedes, deitava as mãos à cabeça, incrédulo, Raikkonen e Alonso procederam tranquilamente às respectivas mudanças de pneus e mantiveram posições até cumprirem as 56 voltas previstas, separados por 9,806 segundos e seguidos por Massa. O alemão Sebastian Vettel (Toro Rosso) efectuou uma bela corrida, saindo em 17.º para terminar em quarto, à frente do britânico Jenson Button (Honda), do italiano Vitantonio Liuzzi (Toro Rosso), do alemão Nick Heidfeld (BMW Sauber) e do britânico David Coulthard (Red Bull). Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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