| Portugal terminou EuroBasket 2007 num honroso nono lugar |
| 13-Set-2007 | |
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A selecção portuguesa de basquetebol falhou nesta terça-feira o "milagre" de vencer a detentora do título Grécia (67-85), mas despediu-se de cabeça bem levantada do Europeu, voltando a justificar plenamente a presença entre os "gigantes" da modalidade.
Com o triunfo por 77-67 sobre a Letónia e o apuramento para a segunda fase, Portugal já tinha feito história, acabando por superar as expectativas com novo triunfo (94-85 sobre Israel), que lhe permitiu chegar, sensacionalmente, à última ronda do grupo E como hipóteses de alcançar os quartos-de-final. Para um conjunto que, antes de começar a prova e após os dois primeiros jogos (56-82 com a Espanha e 68-90 Croácia), estava condenado a ser o "bombo da festa", a participação lusa só pode ser considerada muito positiva, bastando lembrar que, por exemplo, a poderosa Sérvia ficou-se pela fase inicial. Portugal precisava de vencer por 13 pontos, para não ficar dependente de um triunfo de Israel sobre a Espanha, e nunca esteve perto do objectivo, mas realizou mais uma exibição de qualidade, equilibrando, a espaços o jogo com os vice-campeões mundiais. A formação das "quinas" terminou o primeiro período na liderança (17-16) e no terceiro, depois de recuperar de uma desvantagem de 15 para sete pontos, conseguiu ter o público do Telefónica Arena Madrid do seu lado, a gritar "Portugal". João Santos, com 17 pontos, e Francisco Jordão, com 10 pontos e cinco ressaltos, foram os melhores jogadores da equipa lusa, na qual reapareceu Sérgio Ramos, que se despediu da selecção nacional com três pontos, enquanto Dimosthenis Nikoudis, com 17 pontos e nove ressaltos, liderou os gregos, que marcaram 10 dos 18 "triplos" tentados. A selecção lusa marcou primeiro, por Francisco Jordão, mas a Grécia não demorou a ganhar vantagem (7-2 e 10-5), obrigando Melnychuk a pedir um minuto, que resultou, já que Portugal melhorou e, com um parcial de 9-2, conseguiu passar para a liderança (14-12). Até ao final do primeiro período, os gregos ainda conseguiram regressar ao comando do marcador, mas Portugal fechou na frente (17-16), à custa de cinco "triplos", em 11 tentados, e de um excelente trabalho defensivo de toda a equipa. Os gregos já haviam marcado o último ponto do primeiro período e abriram o segundo com um parcial de 9-0, em três minutos e 10 segundos, fugindo para 25-17, com muitos cestos fáceis, já que Portugal cometeu sucessivas falhas na defesa. Agora com o controlo absoluto das operações, os helénicos ainda conseguiram aumentar a vantagem para 15 pontos (44-29, já no último minuto da primeira metade), mas Portugal acabou bem a primeira metade, reduzindo para 11 (45-34), como João Santos em destaque. O encontro parecia resolvido, tal o controlo dos gregos, mas Portugal não se quis despedir sem brilhar e, com grande qualidade, conseguiu colocar-se a sete pontos (54-47), colocando os espanhóis a gritar "Portugal, Portugal, Portugal". Talvez "picada" e sem vontade que a equipa lusa reentrasse na discussão do jogo, a Grécia respondeu, no entanto, com um parcial de 10-0 e fechou o terceiro período a vencer por 17 pontos (64-47), sentenciando em definitivo a sorte do encontro. No quarto período, Portugal ainda se voltou a aproximar (65-54), mas os gregos não permitiram mais do que isso, também com a ajuda, que não necessitavam, de um lamentável trio de arbitragem que não se cansou de prejudicar a formação das "quinas". No final, a formação portuguesa acabou por perder por uma diferença exagerada, face ao que produziu, mas que não tira, de forma alguma, mérito tudo o que Portugal produziu ao longo do jogo e de um Europeu histórico para o basquetebol luso. Sob a arbitragem do sérvio Ilija Belosevic, do romeno Stelian Banica e do lituano Virginijus Dovidavicius, as equipas alinharam e marcaram: - Grécia: Nikolaos Chatzivrettas (2), Dimitrios Diamantinidis (13), Michailis Pelekanos (5), Dimosthenis Ntikoudis (17) e Lazaros Papadopoulos (9). Jogaram ainda Nikolaos Zisis (5), Theodoros Papaloukas (8), Michail Kakiouzis (8), Ioannis Bourousis, Vasileios Spanoulis (10), Konstantinos Tsartsaris (3) e Panagiotis Vasilopoulos (5). - Portugal: Filipe da Silva (6), João Gomes (4), João Santos (17), Francisco Jordão (8) e Elvis Évora (4). Jogaram ainda Paulo Cunha (10), Miguel Minhava (5), Jorge Coelho (2), Mário Fernandes, Miguel Miranda (6), Paulo Simão (2) e Sérgio Ramos (3). Marcha do marcador: 10-8 (05 minutos), 16-17 (primeiro período), 31-19 (15), 45-34 (intervalo), 54-42 (25), 64-47 (terceiro período), 73-54 (35) e 85-67 (resultado final). Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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