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Atentamente,

Amílcar Tavares.

...

Râguebi: África do Sul invicta retira título à Inglaterra
22-Out-2007
A África do Sul venceu no sábado a Inglaterra no Stade de France por 15-6 numa má final do Campeonato do Mundo França'2007, contando por vitórias os jogos disputados na prova. De facto, um duelo de pontapés entre Jonny Wilkinson e Percy Montgomery, com vantagem para o segundo por 12-6 (Wilko falhou dois pontapés de ressalto...), marcou a primeira hora de um jogo sem grandes motivos de interesse, muitos furos abaixo do exigível para um encontro de título.

Os Springboks, sempre mais ofensivos, só através de penalidades conseguiram superar o último reduto inglês, apesar de estarem por vezes quase em cima da linha de meta para o ensaio, atingindo o intervalo a vencer por 9-3.

Ensaio anulado

Aliás, foram mesmo os homens da Rosa a fazer a touche, através de Cueto, lançado por Wilkinson aos 42', após grande jogada colectiva, mas o ensaio foi invalidado por o ponta-esquerdo ter um pé fora antes de marcar.

Mas os sul-africanos também se superiorizaram no aproveitamento das penalidades, convertendo um total de 5 (François Steyn, de 20 anos, juntou a última aos números da vitória), para apenas 2 dos adversários, a quem conseguiram retirar a Taça William Webb Ellis, tornando-se a segunda nação, depois da Austrália, a tornar-se duas vezes campeã mundial, apesar de alguma reacção na parte final da Inglaterra, desesperada em busca de ensaios.

Segundo título dos Boks enche África do Sul de foliões

Lembrando os tempos do primeiro título a marcar a era pós-apartheid, o râguebi, uma das modalidades mais populares na África do Sul, pôs de novo a jovem nação a dançar e, com renovado fôlego, na via da reconciliação nacional, face ao triunfo no Mundial, em França.

Assim que o árbitro apitou para terminar a final da Taça do Mundo, em Paris, que deu o título aos Springboks, a estradas e praças da África do Sul foram invadidas por um imenso mar de foliões e os ares encheram-se de buzinas, do estrondo dos foguetes, do som de gaitas, música e gritos de alegria. A festa vai ser rija e estender-se-á pela noite dentro em todo o país.

Silêncio sepulcral

Durante toda a semana que antecedeu a final de Paris, a azáfama dos preparativos e o ambiente em todos as cidades e vilas já faziam antever, sem sombra de dúvida, uma enorme festa nacional, sem barreiras raciais, étnicas ou regionais.

Após o início da final ganha à Inglaterra, as cidades mergulharam num silêncio sepulcral. As ruas ficaram desertas e milhões de sul-africanos grudados aos televisores durante uns longos 80 minutos, culminando uns dias em que a composição mais ou menos branca da selecção, a criminalidade, o desemprego e tantos outros problemas que apoquentam os sul-africanos deixaram de existir.

Mandela, Mbeki e Du Randt

A nação arco-íris recuperou a Taça do Mundo, 12 anos depois. O ex-presidente Mandela, que a levantou em 1995, ao lado do então capitão François Pienaar, voltou a celebrar, com o seu povo, desta vez na praça de Montecasino, em Joanesburgo, onde mais de três mil adeptos seguiram a final em ecrã gigante.

Em Paris, o actual presidente, Thabo Mbeki, ergueu o troféu com o capitão John Smit e os outros heróis nacionais, como é o pilar Os du Randt.

O veterano de 80 internacionalizações anunciou o fim da carreira depois de entrar, aos 35 anos, no clube dos bicampeões, ao lado dos australianos John Eales, Tim Horan e Jason Little.

Bryan Habana melhor jogador do Mundial

"Dizemos desde o início da prova que ninguém será maior do que os Springboks. Primeiro estão os Springboks", disse Bryan Habana quando foi escolhido para integrar a lista de possíveis melhores jogadores do Mundial.

Pois a humildade mantém-se, agora que conquistou mesmo a distinção do IRB, a juntar ao título de campeão do Mundo, depois de tornar-se, em 3 anos, um dos jogadores mais temidos na sua posição.

Ora atente-se: o homem que igualou o recorde de ensaios num Mundial estabalecido por Lomu em 1999 (8), e marcou 30 em 34 internacionalizações, leva entre 10.8 e 10.10 segundos a percorrer os 100 m, após um primeiro meio-hectómetro demolidor... E ainda só tem 24 anos!

Record - http://www.record.pt
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