| Um adeus a Zidane, símbolo da conquista da Copa de 1998 |
| 26-Abr-2006 | |
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A aposentadoria do meio-campo Zinedine Zidane após a Copa do Mundo da Alemanha marcará a despedida do símbolo da geração de jogadores franceses de 1998, que, comandados por ele, conquistaram o Mundial em casa com uma vitória sobre o Brasil. Embora alguns ainda estejam vestindo a camisa da seleção, os jogadores perderão a referência do futebol francês nos últimos anos. Henry, Trezeguet, Vieira, Thuram e Pires, também parte da equipe campeã, seguem jogando, mas o espírito e o comportamento sempre serão diferentes sem Zidane, sua grande referência de criação. As geniais jogadas do meia ajudaram a França a conseguir os maiores êxitos de sua história. Prestes a completar 34 anos, Zidane tentará ir bem na Alemanha para fechar sua passagem pela seleção francesa da melhor forma possível. Após o Mundial, ele já confessou que começará uma nova vida, ligada ao mundo do futebol - e, provavelmente, ao Real Madrid. Com a camisa da França, o meia viveu uma história de amor. Ele confessara várias vezes que a seleção foi a melhor coisa que lhe aconteceu dentro da carreira. Para ajudar a levar o futebol francês a mais uma Copa do Mundo, ele decidiu deixar de lado sua decisão de encerrar sua passagem pela seleção, tomada de forma um tanto obscura após a Eurocopa de 2004. Sua participação foi decisiva para que a França carimbasse o passaporte para a Alemanha, e Zidane espera que a lua-de-mel continue, agora em gramados alemães. Zidane acabava de completar 26 anos quando foi o destaque da final do Mundial de 1998, no recém-inaugurado Stade de France, ao marcar dois gols na vitória de 3 a 0 sobre o Brasil e garantir a taça diante da torcida francesa. Naquele 12 de julho de 1998, a dois dias de mais uma comemoração da Queda da Bastilha - marco da Revolução Francesa -, a França se rendia ante o talento de um jovem nascido em Marselha, vindo de uma família de origem argelina. Além de encarnar melhor que ninguém a vitória da França, Zidane simbolizava o sucesso do modelo francês de integração de imigrantes. Ele não era o único jogador de origem estrangeira, mas seu rosto aparece, desde então, ligado a um país multirracial que se vê refletido em sua seleção. Sua importância na equipe foi aumentando, e dois anos depois ele também foi peça-chave na vitória da França na Eurocopa de 2000, conquista que, somada à do Mundial, mostrava que o time estava marcando uma época. Quase todas as seleções sempre têm um nome que serve de referência, como o Brasil de Pelé, a Argentina de Maradona, a Holanda de Cruyff e a Alemanha de Beckenbauer. Agora, eles terão a companhia da "França de Zidane". Agência EFE Comentários (0)
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