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AFGANISTÃO: Papa pede «perdão» para convertido ao cristianismo
27-Mar-2006

O papa Bento XVI pediu ao presidente Hamid Karza o perdão para o cidadão afegão que corre o risco de ser condenado à morte por se ter convertido ao cristianismo, indicou a agência italiana Ansa.

Citando fontes bem informadas, a Ansa precisa que o papa fez chegar uma carta ao presidente afegão pelo intermédio de seu secretário de Estado, o cardeal Angelo Sodano.

O chefe da Igreja Católica invoca nesta missiva os direitos da pessoa humana inscritos no preâmbulo da Constituição afegã.

A carta é assinada pelo cardeal Sodano, como é de regra nas trocas diplomáticas entre a Santa Sé e um chefe de Estado estrangeiro.

O caso de Abdul Rahman, um afegão de 41 anos que segundo a charia (lei islâmica) em vigor no Afeganistão pode ser condenado à morte por ser abjurado o Islão, suscitou fortes pressões ocidentais sobre as autoridades de Cabul.

Um alto responsável afegão declarou sexta-feira à agência France Presse sob coberto do anonimato que Abdul Rahman deveria «ser libertado em breve».

A confirmação de que o homem não será executado fora dada de forma indirecta quinta-feira pelo Primeiro-ministro canadiano, Stephen Harper, que disse ter recebido garantias neste sentido pelo presidente afegão.

Hamid Karza recebera antes uma chamada do chefe da diplomacia americana, Condoleezza Rice, que usou «os termos mais firmes» para o exortar «a procurar uma resposta favorável para este caso o mais rapidamente possível».

Terça-feira passada, o presidente George W. Bush declarou-se «profundamente perturbado» pela situação de Abdul Rahman.

A Casa Branca tinha considerado que o caso constituía «uma violação manifesta das liberdades universais caras às democracias no mundo». Esta posição fez a unanimidade no Ocidente, dos Estados Unidos à França, passando pela Itália, Alemanha, Canada, Áustria, a ONU e a Nato.

Portugal Diário - www.portugaldiario.iol.pt

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