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Argentinos votam em eleições que definirão novo mapa político do país
28-Out-2007
Os argentinos comparecem hoje às urnas para votar no próximo presidente do país, além de renovar o Parlamento e escolher governadores de oito Províncias, em eleições que definirão o mapa político do país para os próximos quatro anos. A Justiça Nacional Eleitoral declarou aberta a votação às 9h (de Brasília), embora algumas das 73.771 mesas de votação registrassem problemas, devido à falta de mesários. O diretor nacional eleitoral, Alejandro Tullio, disse, no entanto, que a situação foi "normalizada" em todo o país antes das 12h (de Brasília).

Tullio indicou que não foram registrados maiores inconvenientes, salvo a detenção de um partidário da Frente para a Vitória (braço do Partido Justicialista criado por Kirchner em 2003 e liderado por ele) que tentou votar duas vezes em uma escola da cidade de Adrogué, na província de Buenos Aires.

No total, 27.090.192 pessoas estão aptas a escolher entre as 14 chapas de presidente e vice-presidente. Serão eleitos ainda 130 deputados nacionais e 24 senadores, além de governadores de oito províncias.

Serão eleitos os novos governadores das províncias de Buenos Aires -o distrito eleitoral mais importante do país- Santa Cruz, Mendoza, La Pampa, Jujuy, Salta, Formosa e Misiones.

Os cidadãos votarão até as 19h (de Brasília), em eleições nas quais, pela primeira vez na história argentina, três mulheres -Cristina Fernández, Elisa Carrió e Vilma Ripoll- disputam a Presidência.

A favorita Cristina Fernández se apresentou para votar em uma escola da província sulina de Santa Cruz, onde elogiou a jornada democrática, "na qual cada cidadão e cidadã pode definir com seu voto as próximas autoridades".

"É um dia muito especial", disse, entre sorrisos, a candidata, favorita absoluta em todas as pesquisas de intenção de voto.

Seu marido, o atual presidente argentino, Néstor Kirchner, votou em uma escola de Santa Cruz, sua terra natal, ao lado de seu filho Máximo e no meio de numerosos jornalistas e fotógrafos que tentavam registrar seu voto.

"Após tudo o que aconteceu em 2001, é muito bom que os governantes sejam eleitos pelo povo", afirmou Kirchner instantes antes de votar, entre sorrisos e saudações às pessoas que se aproximavam.

Por sua parte, a candidata presidencial Elisa Carrió, segunda nas pesquisas, não pôde realizar declarações após votar, por causa de um tumulto ocorrido entre policiais, jornalistas e fotógrafos.

Já o candidato Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia do país, desejou que todos votassem com ordem.

"É um excepcional dia democrático. Estou muito tranqüilo", indicou o candidato da coalizão Uma Nação Avançada (UNA), terceiro nas pesquisas divulgadas nos últimos dias.

Para ganhar as eleições, os candidatos à Presidência deverão obter pelo menos 45% dos votos, ou 40%, com 10% de diferença em relação ao segundo mais votado.

Pela primeira vez na história do país, 20 mil presos estão habilitados a votar, graças a uma lei aprovada pelo Congresso em 2003 e regulamentada no ano passado por Kirchner.

Também estão autorizados para votar 45.508 argentinos residentes no exterior em 113 embaixadas e consulados, indicou a Chancelaria em comunicado.

Além disso, nos últimos dias chegou à Argentina um grupo de observadores estrangeiros do pleito, que elaborarão "um relatório técnico com recomendações e opiniões sobre o processo eleitoral".

Um contingente militar composto por 100 mil militares e membros das forças de segurança se encarregam de "preservar a ordem e o pleno desenvolvimento" das eleições.

EFE
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