| Benazir chora em retorno ao país, depois de oito anos |
| 18-Out-2007 | |
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A ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, primeira mulher na história a governar um país muçulmano, retornou ao seu país de origem nesta quinta-feira depois de oito anos de exílio.
Cerca de 200.000 simpatizantes cercaram o aeroporto de Karachi e as vias que levam à cidade para recebê-la. Benazir chorou ao pisar outra vez no seu país. Em função de ameaças de morte, há um enorme esquema de segurança para a chegada da ex-premiê. Benazir, que pode voltar ao cargo de primeira-ministra em breve, se disse "animada e emocionada" com o retorno ao Paquistão. "É um momento marcante e emocionante", disse ela à rede BBC. "Esperava isso faz tempo. Contei as horas, os minutos, os meses e anos para este dia, e ele finalmente chegou." Cerca de 100 integrantes de seu partido a acompanharam na chegada. Apesar da longa ausência, Benazir continua sendo uma figura muito popular no país. A volta de Bhutto ao Paquistão foi acertada com o atual presidente, o general Pervez Musharraf, seu antigo inimigo. Os dois agora prometem trabalhar juntos em uma união apoiada pelos Estados Unidos, caso a ex-premiê seja eleita novamente para comandar o Parlamento local nas eleições de janeiro. O objetivo de Benazir e Musharraf será combater a rede terrorista Al Qaeda e os militantes do Talibã, que mantêm forte presença no Paquistão. O evento organizado para receber Bhutto revela a imensa popularidade que ela ainda possui entre os paquistaneses. Suas promessas de combater o terrorismo, porém, despertaram preocupações nas autoridades locais, que não queriam que ela desfilasse pelas ruas de Karachi, pois corria o risco de sofrer um atentado de um dos grupos radicais. Bhutto diz não ter medo das ameaças: "Os muçulmanos sabem que, se atacarem uma mulher, vão queimar no inferno". Benazir Bhutto prometia voltar para oferecer ao povo do Paquistão "uma virada da ditadura para a democracia". Bhutto saiu do país pouco depois que Musharraf tomou o poder num golpe militar, em 1999. Ela era acusada de envolvimento em esquemas de corrupção. O general já prometeu anistia total a Bhutto para a eventual possibilidade -- cada vez mais certa -- de que eles venham a trabalhar juntos no futuro. Os processos serão encerrados. Veja - www.veja.com.br Comentários (0)
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