| Bhutto denuncia ditadura no Paquistão em coluna no Washington Post |
| 14-Nov-2007 | |
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A ex-primeira-ministra e líder da oposição paquistanesa Benazir Bhutto denunciou a "ditadura" de Pervez Musharraf no Paquistão, em coluna publicada nesta quarta-feira no Washington Post, um dos jornais mais influentes dos Estados Unidos.
Bhutto, que se encontra em prisão domiciliar desde terça-feira na cidade de Lahore (leste do Paquistão), comparou as eleições legislativas previstas para o dia 9 de janeiro no Paquistão com as eleições realizadas na ex-União Soviética. "Estamos sendo testemunhas de uma farsa", escreveu Bhutto em sua coluna no Post. "Um calendário eleitoral foi, de fato, anunciado, mas o problema é o que não foi anunciado. Não foi confirmado se Musharraf cumprirá sua promessa de renunciar ao cargo de chefe das forças armadas", denunciou. O presidente general paquistanês "sabe como atacar as forças democráticas, mas não quer ou não pode encontrar e prender Osama bin Laden ou impedir os atentados terroristas. Esta é a realidade do Paquistão em novembro de 2007", prosseguiu Bhutto. "O único terror que o regime de Musharraf parece disposto a enfrentar é o terror de sua própria ilegitimidade", disparou, lembrando que já é a segunda vez que o atual presidente do Paquistão impõe a lei marcial e afasta magistrados desde que tomou o poder em 1999 mediante um golpe de Estado. O Partido do Povo Paquistanês (PPP) de Bhutto "não pode se reunir, não pode se manifestar, e quando levamos o povo às ruas as pessoas são atacadas com bombas de gás lacrimogêneo, cassetetes e balas de borracha. Esta não é simplesmente uma ditadura militar clássica, é um estado policial clássico", denunciou a líder opositora. "Assim como os cidadãos soviéticos sabiam que as eleições dos membros do Politburo eram fraudulentas, o povo do Paquistão sabe que as eleições sob a lei marcial são uma farsa similar", acrescentou Bhutto em sua coluna. A ex-primeira-ministra pediu novamente a Musharraf que renuncie à presidência e ao cargo de chefe das forças armadas, e o exortou a "permitir a instauração de um governo provisório de consenso nacional que supervisione a transferência do poder a representantes do povo devidamente eleitos". AFP Comentários (0)
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