| Bush defende veto à ampliação da cobertura médica de crianças |
| 06-Out-2007 | |
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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu hoje sua decisão de vetar um projeto de lei destinado a ampliar a cobertura médica das crianças pobres, por acreditar que isso representaria o prelúdio de um sistema universal de saúde.
"Um sistema universal de saúde privaria os americanos da possibilidade de escolher, e prejudicaria a concorrência que oferece o mercado privado", indicou Bush, durante seu discurso radiofônico semanal. O presidente acrescentou que um sistema desse tipo "provocaria um enorme aumento das despesas governamentais, e se traduziria em racionamento, ineficiência e longas listas de espera". "Essa é a direção errada para os Estados Unidos", disse Bush. O presidente americano vetou, na quarta-feira, uma lei que visava o aumento do financiamento público ao Programa Estatal de Saúde Infantil (Schip) em US$ 35 bilhões, em um período de cinco anos, em lugar dos US$ 5 bilhões adicionais propostos por Bush. O programa oferece cobertura médica às crianças de famílias desfavorecidas que não podem arcar com a contratação de um seguro médico privado, mas que não são tão pobres a ponto de fazer parte do programa público Medicaid. Bush indicou hoje que estaria disposto a aumentar o financiamento do programa, mas não especificou uma quantia concreta. "Caso seja necessário um aumento maior do que os 20% que propus no orçamento para o Schip, estou disposto a colaborar com os líderes do Congresso para encontrar o dinheiro adicional", afirmou. Apesar dessa demonstração de flexibilidade, Bush lembrou que, em linhas gerais, se opõe ao projeto de lei aprovado pelo Congresso. O presidente explicou que, caso siga adiante, a iniciativa provocaria a migração de milhões de crianças que atualmente utilizam plano de saúde privados para o serviço público, o que forçaria o aumento de impostos. Bush criticou ainda o fato de que, em muitos estados, os fundos do Schip sejam destinados ao tratamento de adultos. O congressista democrata Steny Hoyer assinalou, na resposta radiofônica de seu partido à mensagem de Bush, que "o grupo de pressão que representa as maiores seguradoras do país apóia o projeto de lei, assim como os médicos americanos, as enfermeiras, os grupos de defesa dos direitos infantis e, sobretudo, 72% dos cidadãos". Está previsto que em meados deste mês ocorra uma votação no Congresso para anular o veto presidencial, para o que seria necessário o apoio dos dois terços dos legisladores, um respaldo que os observadores consideram difícil de ser alcançado. EFE Comentários (0)
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