| Cabo Verde e Portugal querem Ramos Horta na ONU |
| 11-Fev-2006 | |
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Cabo Verde e Portugal estão prontos a apoiar uma candidatura do
ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, José Ramos Horta, a
secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), disseram esta
sexta-feira os chefes da diplomacia dos dois países numa conferência de
imprensa conjunta. Se houver uma candidatura de Ramos Horta a secretário-geral da ONU, "Portugal apoiará não por obrigação, mas por convicção", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Diogo Freitas do Amaral, depois de ter revelado o respectivo apoio, esta quinta-feira, em declarações exclusivas à SIC Notícias. "Achamos que cabendo o próximo lugar de secretário-geral a um cidadão do chamado Grupo Asiático e conhecendo as grandes qualidades, nomeadamente de diplomata, do ministro Ramos Horta, obviamente que se ele for candidato nós estaremos na primeira linha dos seus apoiantes", reafirmou Freitas do Amaral que já deu orientações nesse sentido à missão portuguesa na ONU. Também o ministro cabo-verdiano manifestou o seu apoio a uma possível candidatura de Ramos Horta. "Há uma solidariedade do grupo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e tendo em atenção que caberá ao Grupo Asiático o próxima lugar de secretário-geral da ONU, naturalmente que esta é uma questão que será acarinhada pelas autoridades cabo-verdianas", afirmou Vítor Borges, acrescentando que "formalmente a questão ainda não se coloca". O nome de Ramos Horta para secretário-geral da ONU foi apontado pelo antigo embaixador norte-americano nas Nações Unidas Richard Holbrooke, num artigo publicado na passada sexta-feira no Washington Post. Apesar de os Estados Unidos indicarem que estão prontos a ignorar a prática de se escolher um candidato numa base regional rotativa, Richard Holbrooke defende que será difícil ignorar a tradição. "Duvido seriamente que os asiáticos, depois de permitirem que África mantivesse a posição durante 15 anos seguidos (Boutros-Ghali e Kofi Annan) e não havendo um secretário-geral asiático há 40 anos (desde U Thant da Birmânia nos anos de 1960), deixem passar de novo esta oportunidade", disse. Ramos Horta, por seu lado, já admitiu uma eventual candidatura ao cargo e hoje manifestou-se "sensibilizado" pelo apoio dado por Portugal. SIC/Lusa Comentários (0)
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