| EUA avaliam possíveis ataques contra o exército iraniano, diz The New Yorker |
| 01-Out-2007 | |
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O governo americano mudou sua estratégia e está fazendo planos para possíveis ataques aéreos contra a Guarda Revolucionária do Irã ao invés de fazê-lo contra usinas nucleares, segundo um artigo da revista The New Yorker deste domingo.
O presidente George W. Bush pediu aos chefes do Estado-Maior que revisem os planos para um possível ataque contra o Irã, com ênfase na Guarda Revolucionária iraniana, à qual Washington acusa de atacar as forças americanas no Iraque. Planos de contingência anteriores supunham uma campanha de bombardeio contra supostas usinas nucleares no Irã e outros prédios, informou a revista, citando ex-funcionários e consultores do governo que não foram identificados. Com a mudança de enfoque, Bush e seus principais assessores começaram a se referir, em seus discursos, à guerra no Iraque como uma "batalha estratégica entre os Estados Unidos e o Irã", assegura o artigo da jornalista Seymour Hersh. Em uma videoconferência, Bush teria dito ao embaixador americano em Bagdá, Ryan Crocker, que estava avaliando atacar alvos iranianos na fronteira e que os britânicos estavam de acordo, segundo o artigo. O plano implicaria usar os "mísseis de cruzeiro lançados do mar e ataques terrestres mais precisos como bombardeios, incluindo planos para destruir os campos de treinamento mais importantes da Guarda Revolucionária, armazéns e centros de comando e controle". O vice-presidente Dick Cheney e seus colaboradores incentivaram o confronto com os iranianos, apesar da preocupação dos republicanos de que qualquer ação poderia ser politicamente desastrosa para o partido, dada a baixa popularidade da guerra no Iraque, segundo um ex-oficial da inteligência. "É preciso um esforço desesperado de Cheney para conseguir a ação militar contra o Irã o mais rápido possível", segundo o funcionário. Zbigniew Brezinski, ex-conselheiro de segurança nacional do governo do ex-presidente Jimmy Carter e crítico da política externa de Bush, comentou que o Irã provavelmente responderá a um ataque americano "intensificando o conflito no Iraque e também no Afeganistão, e isso poderá chegar ao Paquistão". "Ficaríamos presos numa guerra regional por vinte anos", acrescentou. A revista citou, além disso, o porta-voz do departamento de Defesa, assegurando que o governo de Bush está comprometido em encontrar uma solução diplomática para a disputa com o Irã. Neste domingo, o Exército americano afirmou ter encontrado vários mísseis terra-ar de fabricação iraniana em Bagdá, e que os mesmos teriam sido usados por rebeldes iraquianos no combate às tropas americanas no país, segundo o porta-voz o contra-almirante Mark Fox. "Não posso dizer nada mais por enquanto, mas encontramos mísseis", declarou o militar. "Nós os encontramos e vimos como eram utilizados", acrescentou, sem falar em números nem no local do achado. O Exército americano afirmou várias vezes que o Irã fornece a grupos armados iraquianos mísseis Misagh-1 com capacidade para derrubar helicópteros ou aviões americanos. AFP Comentários (0)
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