| Hamas admite renunciar a controlo da Faixa de Gaza |
| 11-Out-2007 | |
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O primeiro-ministro palestiniano demitido Ismail Haniyeh, do Hamas, admitiu que o movimento radical pode renunciar ao controlo da Faixa de Gaza, assegurando que a administração do seu movimento naquele território é temporária.
"A nossa administração em Gaza é temporária", declarou Haniyeh, quarta-feira à noite numa mesquita em Gaza. Haniyeh anunciou, a propósito, que o diálogo com o movimento Fatah do presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, "vai ser retomado após o Eid al-Fitr", a festa que encerra o mês de jejum do Ramadão e que se realiza sexta-feira ou sábado conforme os países. "Estão a ser feitos esforços sérios para relançar este diálogo", adiantou, indicando que o mesmo se desenvolverá num Estado árabe, sem precisar qual. Segundo a BBC News, num comunicado divulgado no "site" do movimento islamita, Haniyeh reafirma que o Hamas pode renunciar ao controlo da Faixa de Gaza, conquistado em meados de Junho. Abbas tem afastado a possibilidade de reconciliação com o Hamas enquanto o movimento radical não renunciar ao controlo da Faixa de Gaza e se submeter à sua autoridade. Após as declarações de Haniyeh, um responsável da Fatah, Ahmed Abdul Rahman, negou estarem planeadas negociações e acusou o Hamas de estar a induzir o público em erro. "Não ouvimos nada de tal diálogo", disse à agência noticiosa britânica Reuters. Já em Setembto, Haniyeh declarou-se pronto a encontrar-se com o presidente da Autoridade Palestiniana e líder da Fatah na Arábia Saudita, "para tentar resolver um diferendo entre irmãos muçulmanos na base do acordo de Meca". Concluído a 08 de Fevereiro, o acordo de Meca permitiu a criação de um governo de união nacional e a reconciliação entre o Hamas e a Fatah depois de meses de confrontos sangrentos entre os partidários dos dois movimentos. Mas o governo, dirigido por Haniyeh, não durou muito tempo, tendo sido demitido por Abbas após o golpe do Hamas na Faixa de Gaza. O movimento islamita obteve o controlo do território a 15 de Junho, depois de combates que causaram mais de 110 mortos numa semana. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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