| Índia pede que mundo "redescubra" mensagem de Gandhi em seu 138º aniversário |
| 02-Out-2007 | |
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A Índia comemorou hoje o Dia Internacional da Não-Violência, que lembra o nascimento de Mahatma Gandhi, com um apelo para que a comunidade internacional "redescubra a eterna mensagem" do pai da nação indiana para lutar contra "a violência e o terrorismo".
"A mensagem de amor e paz de Mahatma Gandhi, de não-violência e de 'satyagraha' (luta pela verdade), de harmonia entre todas as religiões, é uma mensagem universal", proclamou hoje da sede do histórico Partido do Congresso o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, citado pela agência de notícias indiana "PTI". A ONU declarou a data de hoje como Dia Internacional da Não-Violência este ano a pedido do Governo indiano, que agradeceu o gesto. "A decisão foi histórica e bem-vinda no mundo todo. Estamos muito agradecidos àqueles que apoiaram esta idéia magnífica", celebrou o primeiro-ministro da Índia. Singh elogiou a figura de Gandhi e assegurou que não foi "um santo nobre", mas "um líder político" que se preocupou com "os mais pobres e os mais fracos". "Enquanto existirem disputas e injustiça, enquanto houver desigualdade e indignidade na condição humana, enquanto houver dor e sofrimento, violência e ódio, as idéias e os ideais do Mahatma Gandhi ressoarão e encontrarão seguidores", afirmou Singh. Mohandas Karamchand Gandhi, mais conhecido como o "Mahatma" (grande alma), nasceu em 2 de outubro de 1869 no agora estado de Gujarat, no leste da Índia. Após estudar Direito no Reino Unido, Gandhi pôs na prática pela primeira vez sua doutrina de desobediência civil na África do Sul, onde foi expulso de um vagão de trem por não ser branco. Já na Índia, liderou o movimento de resistência pacífica contra o Império britânico, apelando continuamente à tolerância inter-religiosa e defendendo um subcontinente unido em sua diversidade. Gandhi se opôs frontalmente à partilha da Índia e do Paquistão: o dia da independência indiana, em 15 de agosto de 1947, não foi de festa para o Mahatma. Na ocasião, em Calcutá, ele fazia uma greve de fome em protesto contra a divisão do território. Reverenciado por uns e vilipendiado por outros (Winston Churchill chamou-o de "faquir sedicioso"), ainda Gandhi desperta sentimentos diversos na Índia, uma potência nuclear que em seus 60 anos de vida independente travou três guerras contra o vizinho Paquistão. EFE Comentários (0)
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