| Irão retoma enriquecimento de urânio |
| 14-Fev-2006 | |
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O Irã retomou o enriquecimento de urânio em pequena escala, apesar de estar sob pressão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que congele essa atividade e esclareça aspectos suspeitos de seu programa nuclear Segundo diplomatas em Viena, sede da AIEA, o Irã introduziu gás nas centrífugas de sua usina piloto de enriquecimento na cidade de Natanz, centro do país. Mais tarde, a tevê estatal divulgou que o Irã havia dado início a atividades pacíficas de enriquecimento de urânio na presença de inspetores da AIEA.
O governo iraniano alega que pretende enriquecer urânio em pequena escala tão somente para uso como combustível em reatores nucleares de usinas destinadas à produção de energia elétrica. Os EUA e a União Européia temem, porém, que o país tenha planos de fabricar armas atômicas. Como membro da AIEA, o Irã tem o direito de dominar o ciclo completo da energia nuclear para fins pacíficos, o que inclui o enriquecimento de urânio, desde que sob supervisão dessa agência. Não pode fabricar armas atômicas porque é signatário do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) No entanto, em 2003 a AIEA descobriu que o Irã mantinha havia 18 anos um programa secreto de enriquecimento de urânio, quebrando, portanto, seu compromisso de manter seu programa transparente. pressionado pela AIEA, em 2004 o Irã concordou em congelar essa atividade e aceitar inspeções mais amplas e aleatórias em suas instalações nucleares. Esse compromisso foi rompido em janeiro, com a decisão do Irã de retomar as pesquisas sobre o enriquecimento, o que levou a junta de governadores da AIEA a aprovar, no dia 6, uma resolução enviando a questão nuclear iraniana à avaliação do Conselho de Segurança da ONU. Diante dessa decisão, o Irã proibiu no dia seguinte as inspeções aleatórias da AIEA a suas instalações. Agência Estado
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