| Iraque dá bônus a quem se casar com pessoa de origem diferente |
| 02-Out-2007 | |
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O Iraque está oferecendo bônus em dinheiro para iraquianos que se casarem com pessoas de um grupo sectário diferente do seu, num esforço para aproximar as comunidades e incentivar a conciliação nacional.
Numa cerimônia em Bagdá para inaugurar a iniciativa na terça-feira, 250 casais recém-casados receberam 1.500 dólares cada um das mãos do vice-presidente Tareq al-Hashemi, que é árabe sunita. Hashemi não esclareceu se todos os casais que se casarem no futuro receberão o bônus, mas disse que haverá um programa para comemorar os casamentos mistos. A violência sectária matou dezenas de milhares de iraquianos desde a invasão do Iraque, em 2003, que derrubou Saddam Hussein --integrante da minoria sunita que reprimia a maioria xiita e os curdos. Os confrontos entre políticos de grupos rivais praticamente paralisaram o governo do premiê xiita Nuri al-Maliki. Segundo um relatório do Crescente Vermelho de agosto de 2007, quase 2 milhões de iraquianos abandonaram suas casas desde o ataque contra um templo xiita em Samarra em fevereiro de 2006, que agravou a violência sectária. 'Vamos destinar um bônus especial a quem romper a odiosa união sectária e casar com uma mulher porque ela é iraquiana, não porque é sunita ou xiita.' O xiita Ali al-Kilabi, 29, que se casou com uma sunita há dois meses, ficou feliz com os 1.500 dólares. 'Tem gente tão fanática. Somos neutros, não damos atenção a essas coisas', disse ele à Reuters. A curda Um Fuad contou que um filho seu casou-se com uma árabe sunita há um ano. O casal ia usar o dinheiro do bônus para pagar as contas do hospital, já que estão prestes a ter o primeiro filho. O outro filho de Um Fuad casou-se com um xiita e quer o dinheiro para pagar as dívidas do casamento. 'Não fazemos diferença entre as comunidades', disse ela. Mas nem todos estavam felizes. Um Ubaida, uma funcionária pública sunita de 25 anos, recebeu o bônus com um rosto pálido e inexpressivo. Ela casou no ano passado e teve um bebê há dois meses, mas não vê o marido há sete meses. 'Meu marido está desaparecido. Ele foi visitar o irmão na prisão e nunca mais voltou.' Reuters Comentários (0)
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