| Junta militar birmanesa aumenta pressão sobre monges |
| 07-Out-2007 | |
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Os dirigentes da Birmânia aumentaram a pressão sobre os monges budistas que lideraram as manifestações pró-democracia, afirmando terem confiscado armas em templos e ameaçando punir todos os que violem a lei.
O governo anunciou igualmente dezenas de novas detenções ameaçando os transgressores com novas sanções. A segurança abrandou na cidade de Rangun mais de uma semana depois de soldados e polícias terem aberto fogo sobre demonstrações pacíficas que reclamam o fim de 45 anos de ditadura militar. O governo anunciou que pelo menos 10 pessoas foram mortas em Setembro nas repressões enquanto fontes independentes referem que cerca de 1.000 pessoas continuam detidas. Estes números incluem pelo menos 135 monges budistas, de acordo com a Nova Luz de Myanmar, disse um porta-voz da junta, acrescentando que vários assaltos a templos budistas detectaram armas, facas e munições, embora ainda não seja claro a quem pertencem. "Os monges devem manter-se dentro da lei de deus e do governo", acrescentaram, sublinhando que se violarem a lei as suas acções podem voltar-se contra eles. Acrescentaram que 78 outras pessoas suspeitas de terem participado em manifestações estão a ser interrogadas. Dezenas de milhar de pessoas participaram nos últimos protestos, os maiores das últimas duas décadas contra a junta militar. A Malásia exigiu hoje que a junta militar no poder na Birmânia inicie urgentemente negociações sem quaisquer condições com a líder da oposição Aung San Suu Kyi, que permanece em prisão domiciliária. Os comentários do ministro dos Negócios Estrangeiros Syed Hamid Albar seguiram-se a um aviso dos Estado Unidos da América de que iriam pressionar as Nações Unidas para impor sanções contra a Birmânia enquanto fosse mantida a ditadura militar. Contudo, a China e a Rússia, expressaram-se contra qualquer acção contra a Birmânia e o ministro dos Negócios Estrangeiros da Birmânia, Nyan Win, disse à Assembleia-Geral das Nações Unidas que a "democracia não podia ser imposta de fora". Entretanto, a máquina de propaganda da junta militar continua a reclamar a existência de manifestações por toda a Birmânia de solidariedade para com o governo, ao mesmo tempo que referem que as manifestações pacíficas dos monges budistas foram "instigadas" por alguns membros do partido de Aung San Suu Kyi. A junta militar dirige os destinos da Birmânia desde 1962. A actual junta chegou ao poder em 1988 durante uma rebelião pró-democracia, durante a qual foram mortas pelo menos 3.000 pessoas. O partido de Aung San Suu Kyi venceu as eleições de 1990, mas os generais no poder recusaram-se a aceitar os resultados eleitorais. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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