| Ministro italiano oferece t-shirts com ‘cartoons’ de Maomé |
| 15-Fev-2006 | |
Esta iniciativa causa sérios embaraços ao primeiro-ministro, Silvio Berlusconi, que ainda na semana passada pediu a Roberto Calderoli para assumir uma posição mais moderada em relação a esta polémica questão, que continua a suscitar protestos violentos no mundo muçulmano.“Mandei fazer ‘t-shirts’ com os ‘cartoons’ que indignaram o Islão e vou começar a usá-las já hoje”, declarou ontem Calderoni, da Liga do Norte, partido que integra a coligação governamental.
O polémico ministro italiano assegura que as ‘t-shirts’ não têm por intenção provocar, que as mandou fazer porque não vê razão para tentar apaziguar extremistas. “Temos de pôr um ponto final nesta história. Eles apenas querem humilhar pessoas. Ponto final. E em que é que nos estamos transformar? Na civilização da manteiga derretida?”, questiona. Recorde-se que a Liga do Norte se opõe à imigração e afirma que a violência da reacção aos ‘cartoons’ de Maomé, publicados pelo diário dinamarquês ‘Jyllands-Posten’ e reproduzidos por muitas publicações, revelam bem os perigos de aceitar imigrantes muçulmanos. “Isto é apenas a ponta do icebergue da guerra religiosa que os extremistas islâmicos nos declararam”, afirmara Calderoli no princípio do mês, levando Berlusconi a pedir-lhe mais moderação. As ‘t-shirts’ vão decerto incendiar ainda mais os protestos no mundo muçulmano. No Paquistão, manifestantes destruíram carros e tentaram incendiar edifícios, nomeadamente bancos. A Polícia travou ataques à zona das missões diplomáticas em Islamabad e matou dois manifestantes em Lahore. No Irão, manifestantes atacaram as embaixadas do Reino Unido e da Alemanha. TEERÃO ELOGIA FREITAS DO AMARAL O embaixador do Irão em Lisboa, Mohammed Taheri, considerou que a Imprensa portuguesa “teve uma atitude positiva” na polémica das caricaturas e elogiou o chefe da diplomacia portuguesa, Diogo Freitas do Amaral. Em entrevista à Antena 1, Taheri afirmou que Freitas do Amaral disse coisas “muito positivas e lógicas” e criticou o primeiro-ministro dinamarquês por ter considerado que a publicação das caricaturas configuravam apenas um caso de liberdade de expressão. Taheri afirmou ser normal que o seu país queira organizar um seminário sobre Holocausto: “A liberdade termina quando se fala de Holocausto?”, pergunta Taheri, segundo o qual para incinerar seis milhões de pessoas seriam precisos 15 anos. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Carneiro Jacinto, recusou-se a comentar as declarações de Taheri. Sabrina Hassanali, com agências
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