| ONU quer combater tráfico humano com armas econômicas |
| 03-Out-2007 | |
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Milhões de pessoas vítimas de tráfico humano no mundo inteiro vão continuar sofrendo devido à insaciável demanda por mão-de-obra barata, a menos que os países acabem de vez com o 'lado negro' da globalização, disse na quarta-feira a agência da ONU que trata de drogas e criminalidade (UNODC).
'Não é coincidência o fato de a maioria das vítimas ser de países em desenvolvimento', disse Jeffrey Avina, diretor de operações da agência. 'Elas são as mais vulneráveis a predadores que exploram os sonhos dos pobres que estão buscando uma vida melhor.' As vítimas, a maioria mulheres e crianças, têm a esperança de que o trabalho em serviços domésticos ou em fábricas abra-lhes novas oportunidades. Mas muitos são coagidos a trabalhos forçados ou à prostituição, e não conseguem romper o ciclo de exploração. Mais de 110 países assinaram e ratificaram um protocolo da ONU contra o tráfico humano desde dezembro de 2003, mas os governos e seus sistemas de Justiça criminal não acabaram com a prática. Avina disse que não adianta usar apenas uma abordagem moral para combater o comércio multimilionário. Para ele, é necessário usar armas econômicas para minar as organizações. 'Os criminosos não vão parar por causa da indignação moral. Precisamos reduzir os incentivos deles ao comércio', disse Avina, num fórum sobre o tráfico humano promovido pelo UNODC e pela Igreja Anglicana da África do Sul. Segundo ele, a indústria vai continuar crescendo enquanto os criminosos tiverem enormes margens de lucro. Estimativas afirmam que o 'comércio' de gente movimente até 32 bilhões de dólares, em praticamente todas as regiões do mundo. Os números variam muito, mas a Organização Internacional do Trabalho estima que 12,3 milhões de pessoas trabalhem como escravas. ONGs dedicadas ao assunto falam em 27 milhões de vítimas. Avina disse que o UNODC quer conseguir doações de 100 milhões de dólares para ajudar a financiar o combate à atividade. Reuters Comentários (0)
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