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Rice admite "erro" no caso do canadiano deportado e torturado
25-Out-2007
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, admitiu hoje que os Estados Unidos "geriram mal" o caso de um canadiano detido como suposto terrorista, que foi enviado para a Síria, onde o torturaram. "Não acreditamos que este caso tenha sido gerido como devia ter sido", declarou Condoleezza Rice durante uma audiência da Comissão dos Negócios Estrangeiros da Câmara dos Representantes. "Não desejamos, absolutamente, transferir alguém para uma parte onde possa ser torturado".

Maher Arar, nascido na Síria em 1970 e com cidadania canadiana, é um engenheiro de computadores detido em Setembro de 2002 durante uma escala no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, de Nova Iorque, num voo de regresso ao Canadá.

O Governo norte-americano qualificou Arar como membro do grupo terrorista Al-Qaida e manteve-o em isolamento por quase dois anos. Durante esse período foi interrogado mas viu ser-lhe negada a assistência de um advogado.

Depois, os Estados Unidos deportaram Arar, não para o Canadá mas para a Síria, onde esteve detido quase um ano. Arar declarou que foi torturado.

"Comunicámos ao Governo do Canadá que pensamos que este caso não foi gerido particularmente bem em termos da nossa relação e de que trataremos de fazer melhor no futuro", indicou Condoleezza Rice.

O Governo canadiano isentou Arar de qualquer relação com o terrorismo e concedeu-lhe uma indemnização de 10,5 milhões de dólares.

Damasco indicou não ter conhecimento de ligações de Arar ao terrorismo mas o seu nome e o da sua família permanecem na lista de suspeitos naquele país árabe.

Agência Lusa - www.lusa.pt
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