| Teerão admite diálogo sem abdicar de ambições nucleares |
| 07-Out-2007 | |
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Teerão reagiu a declarações recentes do Presidente norte-americano sobre a possibilidade de a Administração republicana encetar conversações com o regime iraniano. O Irão diz-se pronto para dialogar, mas "sem condições e com respeito mútuo".
Os comentários do Irão acontecem menos de uma semana depois de Bush ter dito a um grupo de empresários na Pennsylvania que negociaria com o Irão se este suspendesse o seu programa nuclear. No encontro, dia 03, Bush referiu que apesar das declarações provocantes do presidente iraniano, Mahmud Ahmadinejad, como a de que "quer destruir Israel", os Estados Unidos estão dispostos a sentar-se com ele, desde que Teerão cumpra a referida condição. "Estamos dispostos a sentar-nos com ele (Ahmadinejad), desde que ele suspenda o seu programa", declarou. "Se a vossa questão é, alguma vez conversará com eles? Provámos que sim com a Coreia do Norte. E a resposta é sim, desde que consigamos alguma coisa, desde que seja possível obter o nosso objectivo", reforçou Bush. Este domingo, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Ali Hosseini, disse que "o Irão está pronto para conversações sem condições e com respeito mútuo". Referindo que as observações de Bush não são novas, mas foram "mais claras que em casos anteriores", Hosseini reiterou que o Irão não suspenderá as suas actividades ligadas ao nuclear. "A suspensão do enriquecimento (de urânio) é uma discussão antiga. Dissemos diversas vezes que as negociações deviam abordar novas questões", disse aos jornalistas. Washington alega que Teerão tenta desenvolver secretamente armas nucleares e que fornece armamento e apoio financeiro a milícias xiitas no Iraque. O Irão garante que o enriquecimento de urânio tem objectivos civis e nega interferências no vizinho Iraque. O Conselho de Segurança da ONU aprovou já duas resoluções com sanções contra o Irão devido a este continuar a desenvolver o seu programa nuclear. Teerão e Washington cortaram relações diplomáticas em 1979, ano da revolução islâmica, depois de estudantes iranianos terem ocupado a embaixada dos Estados Unidos e terem feito 52 norte-americanos reféns durante 444 dias. Os dois países participaram em discussões multilaterais nos últimos meses em Bagdad, mas limitadas à segurança no Iraque. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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