| Timorense Ramos-Horta pode ser o futuro secretário-geral da ONU |
| 04-Fev-2006 | |
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O ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-leste é um dos diplomatas com "possibilidades" de ser o próximo Secretário-geral da ONU, afirma o antigo embaixador norte-americano junto da organização Richard Holbrooke num artigo hoje publicado no Washington Post.
Holbrooke menciona José Ramos-Horta com um dos cinco candidatos que considera terem possibilidades de ser eleitos para o posto quando no fim do ano terminar o mandato do actual Secretário- geral, Kofi Annan. Para Holbrooke, os outros candidatos são o turco Kemal Dervis, actual dirigente do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o vice primeiro-ministro da Tailândia, Surakiart Sathirathai, o "impressionante" ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano, Ban Ki Moon, e Jayantha Dhanapala do Sri Lanka. Holbrooke considera, no entanto, que as possibilidades de Ramos-Horta ser escolhido são afectadas pelo facto do seu país ser muito pequeno. "Ramos-Horta é um galardoado com o Prémio Nobel da Paz e é bem conhecido internacionalmente mas o país é minúsculo com apenas 800.000 pessoas", escreve Holbrooke que foi embaixador dos Estados Unidos junto da ONU durante a presidência de Bill Clinton. Para tentar apaziguar as dezenas de países que compõem a Assembleia-geral, o Conselho de Segurança tem escolhido candidatos numa base regional, o que teoricamente possibilita que o próximo Secretário-geral seja da Ásia. Mas os Estados Unidos indicaram já que estão prontos a ignorar a prática de se escolher um candidato numa base regional rotativa, afirmando que isso já aconteceu quando Kofi Annan se candidatou ao segundo mandato. O actual embaixador norte-americano junto da ONU, John Bolton, afirmou recentemente que Washington é de opinião que "deve haver um universo de escolha o mais alargado possível" pelo que os Estados Unidos "não acreditam que o próximo Secretário-geral pertença a uma região especifica", pois a escolha deve ser baseada nas qualificações do candidato. Mas Holbrooke afirma que "embora não haja nada de errado com essa prática" será difícil ignorar a tradição. "Duvido seriamente que os asiáticos, depois de permitirem que Africa mantivesse a posição durante 15 anos seguidos (Boutros-Ghali e dois mandatos de Kofi Annan) e não tendo havido um Secretário-geral asiático há 40 anos (desde U Thant da Birmânia nos anos de 1960), deixem passar de novo a oportunidade", escreve Holbrooke. Jornal de Notícias - www.jn.pt
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