| UE/NATO: EUA querem Rússia mais democrática |
| 08-Mai-2006 | |
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Responsáveis europeus e norte- americanos iniciaram hoje em Vilnius uma cimeira consagrada ao futuro da União Europeia e da NATO no Leste europeu, com os Estados Unidos a abrirem a sua participação com um apelo para mais democracia na Rússia. «Esta reunião não é um acaso. É uma oportunidade para consolidar as transições democráticas da Europa de Leste Com a vossa determinação e boa vontade, vamos alcançar o objectivo final de criar uma Europa consolidada, livre e em paz», declarou o anfitrião da cimeira, o Presidente da Lituânia, Valdas Adamkus, na abertura da reunião. «A política de portas abertas seguida pela UE e pela NATO é encorajadora para uma Europa de Leste na via das reformas. Mas é preciso avançar mais e chegar a acordo sobre uma visão da vizinhança a leste assente nos valores e interesses comuns«, prosseguiu. Valdas Adamkus pediu a cooperação da UE e dos Estados Unidos na resposta às transformações democráticas nos países da antiga União Soviética, frisando que, apesar de «a democracia não conhecer fronteiras», «as sementes democráticas só podem germinar depois de serem lançadas» à terra. Dick Cheney, vice-presidente dos Estados Unidos, discursou em seguida e aproveitou para advertir a Rússia de que as suas relações com a UE e NATO podem degradar-se se a administração russa se afastar muito da via das reformas democráticas. «A América e a Europa querem ver a Rússia na categoria das democracias sãs, mas os opositores à democracia na Rússia já estão a tentar rever os progressos alcançados na última década», disse Cheney, que representa os Estados Unidos na cimeira. O vice-presidente norte-americano criticou nomeadamente o Governo de Vladimir Putin por «restringir os direitos (dos russos) de uma maneira abusiva e imprópria» e «utilizar o gás e o petróleo como instrumentos de manipulação e de chantagem», numa alusão ao recente conflito com a Ucrânia em torno do fornecimento de gás. A Cimeira de Vilnius reúne um total de 25 países, do Azerbaijão ao Reino Unido, do Canadá à França e da Rússia à Noruega. A UE está representada pelo Alto Representante para a Política Externa e de Segurança Comum, Javier Solana. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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