| Vaticano afasta monsenhor que tinha confessado ser homossexual na TV |
| 13-Out-2007 | |
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O Vaticano confirmou hoje que afastou do cargo e abriu uma investigação contra um prelado membro da Congregação para o Clero que tinha confessado, sob anonimato, manter relações homossexuais.
O sacerdote, cujo nome não foi divulgado, apareceu em um programa do canal de televisão "A7" com a voz distorcida e o rosto coberto, mas o Vaticano conseguiu reconhecê-lo por causa dos detalhes do escritório onde a entrevista foi gravada, informou hoje o jornal "La Repubblica". O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, confirmou a notícia divulgada no jornal e acrescentou que "os superiores estão tratando a situação com a devida discrição, apesar de esta pessoa ter se equivocado". Lombardi acrescentou que "as autoridades vaticanas têm que intervir com decisão e severidade diante de um comportamento não compatível com o sacerdócio e com a missão da Santa Sé". A imprensa italiana não divulgou o nome do religioso, tratando-o apenas pelas siglas T.S e publicando sua idade, 60 anos. Segundo as publicações, o sacerdote seria um alto prelado que trabalha na Congregação para o Clero e que até alguns meses atrás oficiava a missa para o canal religioso de televisão "Telepace" e tem um site próprio. A entrevista do religioso foi exibida em 1º de outubro no programa "Exit", que tinha como tema o homossexualismo na Igreja Católica. O programa passou vídeos, gravações feitas com uma câmara escondida, dos encontros de três sacerdotes homossexuais com pessoas conhecidas através de um chat na internet e confissões de religiosos que se sentem atraídos por pessoas do mesmo sexo. Um deles era o membro da Congregação do Clero, que revelou que era um "homossexual ativo" e que "não achava que estava pecando". No vídeo, era possível reconhecer a porta de entrada e o elevador do prédio da sede da Congregação do Clero, assim como o escritório do prelado. Após o afastamento, um tribunal vaticano estudará o caso e, provavelmente, decidirá por seu desligamento da Cúria vaticana e depois sua expulsão da Igreja Católica. Em 2005, o Vaticano deixou claro sua posição diante do homossexualismo, após publicar um documento no qual se fechava as portas dos seminários e do sacerdócio "àqueles que praticam o homossexualismo, apresentam tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apóiam a cultura gay". EFE Comentários (0)
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