| Acordo da TAAG com a TACV rescindido por morosidade |
| 12-Jul-2007 | |
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A TAAG rescindiu hoje o contrato com a TACV para transporte de passageiros do Sal para Lisboa, alegando "morosidade" da transportadora cabo-verdiana.
Agnela Barros, directora de comunicação da TAAG, adiantou à agência angolana ANGOP que, com o fim do acordo entre as duas transportadoras, que permitiu contornar durante uma semana a interdição dos aviões angolanos ao espaço aéreo europeu, os voos para Lisboa passam a ser assegurados através de aviões fretados. "A TAAG retoma assim a sua programação normal, tanto para Lisboa como para Paris", adiantou esta responsável. Os voos serão assegurados por aparelhos Airbus 330, com capacidade para 250 passageiros. O acordo com a companhia de bandeira cabo-verdiana, sublinhou Agnela Barros, tinha carácter "experimental". O memorando de entendimento entre as transportadoras foi assinado a 01 de Julho na Cidade da Praia, ao mais alto nível, prevendo que a TACV assegurasse os oito voos semanais da TAAG para Lisboa. A TAAG foi representada pelo presidente do Conselho do Administração, Nelson de Jesus, e a TACV pelo director-geral, Gilles Filliatrault. A transportadora angolana, previa-se, levaria os passageiros para a ilha do Sal, quatro vezes por semana, e a TACV faria o escoamento dos passageiros em oito voos semanais entre Sal e Lisboa. A TAAG assegurava que os passageiros dos voos para via Sal não perderiam "muito tempo", e que o "único inconveniente" seria uma escala de uma ou duas horas. Contudo, logo os primeiros passageiros a fazerem a escala queixaram-se do tempo de espera no aeroporto do Sal para embarcarem num avião da TACV. Na terça-feira, 135 passageiros de um voo da TAAG que deveriam ter partido para Lisboa ficaram retidos na ilha do Sal, e só seguiram viagem quarta-feira. O voo de ligação de terça-feira foi cancelado porque o pessoal navegante já havia realizado o voo Lisboa-Sal e recusou-se a fazer o voo de regresso. A recusa prende-se com reivindicações do pessoal de voo da TACV, que acusa a empresa de não cumprir o estipulado no caderno reivindicativo desde 2001 e por isso se nega a fazer horas extraordinárias. A situação tem afectado principalmente as ligações entre as ilhas. Desde Janeiro, a TACV está a sofrer um processo de mudanças, com despedimentos de trabalhadores e reformulação de ligações, com vista a tornar a companhia rentável para a privatização, que deve acontecer no final do ano. Notícias Lusófonas - www.noticiaslusofonas.com Comentários (2)
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