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Cabo Verde começou a seleccionar os próximos grandes investimentos, diz Vítor Fidalgo
05-Dez-2007
Cabo Verde, que tem em carteira investimentos de 28 mil milhões de euros para os próximos 15 anos, na área do turismo e serviços relacionados com este sector, entrou agora na fase de selecção, afirmou ao PressTUR o presidente da Cabo Verde Investimentos (CI), Vítor Fidalgo.
«Neste momento não estamos à procura de investimentos, mas numa situação de seleccionar aqueles que nos parecem os melhores para podermos autorizar os seus investimentos em Cabo Verde», afirmou o executivo.
De acordo com o responsável, «neste momento a carteira de investimentos que temos é bastante confortável para os próximos 15 anos, e rondam os 28 mil milhões de euros, que é 28 vezes o PIB de Cabo Verde».
De entre os investidores, constam empresas de Portugal, Itália, França, Alemanha, «mas com particular destaque para o Reino Unido e Irlanda», referiu o presidente da CI.
As ilhas que vão receber mais investimentos são, segundo o responsável, as do Sal, São Vicente, Santiago, seguindo-se Boavista e Santo Antão.
«Nos próximos anos São Nicolau, Fogo e Brava deverão entrar na rota dos investidores estrangeiros», para acrescentar que «não se pode ter tudo de uma vez, mas pretendemos que todas as ilhas de Cabo Verde entrem no processo da economia moderna, deixando de ser ilhas rurais, para estarem voltadas para o turismo e serviços».
Este ano a CI já aprovou investimentos que ultrapassam os 500 milhões de euros, o que corresponde a 50% do PIB nacional e «a nossa média é que entre a aprovação dos contratos e a sua finalização decorram seis anos, o que nos dá uma taxa de realização bastante elevada», considerou Vítor Fidalgo.
«Acreditamos que daqui a três, quatro anos, o investimento privado seja a principal fonte de crescimento da economia de Cabo Verde, a principal fonte criadora de emprego e geradora de riqueza, estando o sector estatal em segundo plano», disse.
Quanto ao fluxo de turistas para Cabo Verde, Vítor Fidalgo referiu que este tem aumentado a uma taxa anual de 22%. «Pensamos que até 2010 atingiremos 500 mil turistas ano, igual número da população no país e, em 10/15 anos o nosso objectivo é atingir o milhão de turistas, numa lógica de diversificação de mercados», que passam por acções em Itália, Portugal, França, Alemanha, Reino Unido, Dinamarca, Polónia, Suécia, República Checa e Rússia, nomeadamente.
PressTUR
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