| Cabo Verde dá passos certos para atrair investimentos privados |
| 31-Mai-2007 | |
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Os responsáveis da entidade que regula a paridade entre o escudo cabo-verdiano e o euro (COMAC), que se reuniram esta quarta-feira na cidade da Praia, para apresentar um relatório sobre a evolução da economia de Cabo Verde, consideram que o país está a dar os passos certos para ser atractivo para o investimento privado, não só na área do turismo como também em outros sectores como a indústria. No final dos trabalhos, o representante de Portugal na COMAC, Nuno Sousa Pereira, felicitou Cabo Verde pelo comportamento macro-económico e garantiu também que o acordo cambial que regula a paridade entre o escudo cabo-verdiano e o euro (um euro corresponde a 110 escudos), não sofrerá alterações a médio prazo. Conforme o representante luso, no decorrer da reunião foram também discutidas as debilidades estruturais da economia cabo-verdiana e forma de as combater. Neste sentido, foi sublinhada a necessidade de ser garantida a devida consolidação orçamental, com a satisfação das necessidades básicas, no domínio por exemplo da Educação e Saúde, sem agravar o défice público. Nuno Sousa Pereira alertou que, embora o país esteja a ter um bom desempenho económico, o diferencial da inflação que se regista neste momento pode ter consequências negativas na competitividade externa de Cabo Verde. Neste sentido, frisou que "a paridade fixa obriga à disciplina a nível monetário", sublinhando que Cabo Verde tem de garantir "que não haja a curto prazo uma taxa de inflação elevada". No ano passado a taxa de inflação foi de 5,4 por cento, enquanto em 2005 se situou nos 0,4 por cento. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de inflação, em Janeiro deste ano, aumentou cinco por cento, face a igual período do ano passado. No início deste mês de Maio, o Banco de Cabo Verde (BCV) actualizou as suas previsões relativas à inflação no ano em curso, que deve sofrer um acréscimo entre os 2,5 e os 3,5%, contrariando assim as expectativas mais optimistas de Setembro que apontavam para valores entre os 0,5 e os 1,5 por cento. O BCV explicou que este aumento pode ser influenciado pelo eventual mau ano agrícola em 2006 sobre os bens não transformados e pela inflação a nível mundial. Contudo a directora-geral do Tesouro de Cabo Verde, Rosa Pinheiro, que representa o país na COMAC, garantiu que a inflação no arquipélago está controlada e que o acordo cambial entre o escudo e o euro ajuda o país nas negociações com outros parceiros em termos de credibilidade. A responsável cabo-verdiana disse ainda que na reunião foi sugerido que é preciso ter em conta, em Cabo Verde, a contenção das despesas públicas, a contenção orçamental e um melhor desempenho das entidades fiscais, assuntos que o Governo já está a tratar, para controlar e impedir as evasões fiscais. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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