| Cabo Verde entre os países mais expostos a escalada preço cereais |
| 01-Jun-2007 | |
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O Banco Mundial acaba de revelar que Cabo Verde é das economias mais expostas a uma possível subida abrupta do preço dos cereais, devido ao aumento da procura do milho ou trigo para produção de bioetanol. A simulação do impacto de um "choque" no abastecimento de cereais, que consta do relatório Desenvolvimento das Finanças Globais (GDF, na sigla inglesa) do Banco Mundial, indica que o produto interno bruto de Cabo Verde de um outro dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), Moçambique, pode sofrer um choque de cerca de um por cento, a confirmar-se a escalada de preços. Para estes dois países, que têm um défice corrente superior a cinco por cento do PIB, "os custos de importação adicionais podem ser particularmente perturbadores, obrigando a ajustamentos substanciais na economia real", refere o relatório, divulgado na terça-feira ao final do dia em Washington. "Os impactos seriam muito mais pronunciados para as famílias pobres não-rurais, devido à importância dos cereais no seu consumo", adianta. Conforme o relatório GDF, os "stocks" de cereais têm vindo a cair nos últimos anos, situando-se hoje a apenas 16 por cento do consumo mundial, facto que poderá ser agravado por um aumento substancial na procura de milho para produção de biocombustíveis. "Os baixos `stocks´ são um factor fundamental para o aumento de 15 por cento nos preços de trigo e milho", mas "as condições de abastecimento estão tão estreitas que um forte choque de abastecimento pode resultar numa subida muito mais acentuada do preço destes cereais", lê-se no relatório. Segundo os cálculos do Banco Mundial, um aumento de 40 por cento nos preços dos cereais implica uma quebra de perto de 6,3 por cento no rendimento real dos lares que vivem abaixo da linha de pobreza de um dólar por dia. Cabo Verde aparece em 10º lugar na lista das economias mais afectadas, da qual, para além de Moçambique (11º) consta também São Tomé e Príncipe, com uma quebra potencial de 0,75 por cento no PIB. Contudo, Cabo Verde, de acordo com as últimas projecções do BM, é a única economia dos países africanos lusófonos em trajectória de aceleração - de 5,8 por cento no ano passado para 6,3 por cento no próximo ano. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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