Cabo Verde terá nova operadora telemóveis na próxima semana
14-Dez-2007
Cabo Verde passa a ter a partir da próxima semana uma segunda operadora de comunicações móveis, a T+, que vai concorrer com o actual monopólio da Cabo Verde Telecom.
O presidente do Conselho de Administração da empresa, Marco Bento, garantiu que vai apresentar «preços competitivos» e que pretende ser uma alternativa para as comunicações móveis.
«A T+ entra no mercado cabo-verdiano num contexto privilegiado, e assume-se como uma alternativa para as comunicações móveis em Cabo Verde. É uma resposta à insularidade do país, onde o sector das telecomunicações assume hoje um papel determinante no desenvolvimento», declarou o responsável.
Inicialmente a nova rede móvel vai cobrir apenas a ilha de Santiago mas, até ao segundo semestre de 2008, espera chegar a todo o território nacional.
Como faz parte de um grupo internacional, a operadora vai também apostar fortemente no serviço de roaming e nas chamadas internacionais.
Apesar de não anunciar ainda a tabela de tarifas, a T+ espera, progressivamente, baixar os actuais preços das chamadas internacionais em cerca de 50%.
Quanto às tarifas para o mercado nacional decorrem ainda as negociações com a CV Telecom, sob a alçada da Agência Nacional de Comunicações (ANAC) mas Marco Bento garante que «a intenção é mesmo baixar os preços».
Um dos objectivos da T+ é dobrar o número de utilizadores de telemóvel no Arquipélago (hoje são à volta de 150 mil), num prazo de três a quatro anos.
A população mais jovem, com menos de 19 anos, é um dos segmentos da população que a T+ quer conquistar.
Além do serviço normal de telemóvel, a T+ vai também disponibilizar serviços de dados (como o GPRS).
A T+ tem como parceiros a Teylium Telecom (que detém 70% do capital social), BNP Paribas, Banco Interatlântico, Ericsson, e o Banco Mundial.
A operadora, que foi licenciada em 2006 pela ANAC, também tem como accionistas o Alexander Group Telecommunications, baseado em Nova Iorque, EUA, (15%) e Marco Bento, fundador da empresa (15%).
A T+ vai investir nos próximos três anos à volta de 50 milhões de dólares, incluindo os 15 milhões para 2007-2008, e pretende criar 100 postos de trabalho e 500 empregos indirectos.
Diário Digital / Lusa
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