| CGD diz que não vai sair do banco Interatlântico |
| 29-Mar-2006 | |
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A saída da CGD do Interatlântico foi noticiada na última edição do jornal cabo-verdiano 'A Semana' que, citando fontes do meio bancário, explicava que a caixa pretendia concentrar esforços no Banco Comercial do Atlântico (BCA), o maior de Cabo Verde, onde também é maioritária. Daniel Chambel, director da Direcção de Negócio Internacional da CGD, no final da AG do Interatlàntico, garantiu que a CGD mantêm uma aposta forte neste banco cabo-verdiano, justificando com os bons resultados alcançados e com "uma perspectiva sólida" de crescimento. Ao contrário do divulgado na imprensa cabo-verdiana, Chambel frisou que o Interatlântico é um projecto em que a CGD acredita e que se "está a afirmar, cada vez mais, no mercado" cabo-verdiano. "Estamos satisfeitos com a parceria que constitui o Interatlântico - a CGD é um dos 13 accionistas do banco cabo-verdiano, sendo, no entanto, detentora da maioria do capital - e estamos para ficar porque estamos também muito satisfeitos com a nossa presença em Cabo Verde", afirmou. Daniel Chambel garante que, na perspectiva da CGD, Cabo Verde constitui mesmo uma "situação a merecer ser estudada" graças ao seu crescimento e á criação de novas oportunidades, garantindo que a presença do grupo português no arquipélago "é também um sinal de confiança para os investidores estrangeiros". A CGD está presente em 22 países e Daniel Chambel garante mesmo que Cabo Verde é um dos casos "com uma das evoluções mais interessantes", exemplificando com o crescimento anula do PIB e com a evolução das condições favoráveis para o negócio. "Cabo Verde é um mercado pequeno mas com um potencial muito grande", disse. Das conclusões hoje saídas da AG do Interatlântico, segundo os accionistas nacionais, os resultados "ultrapassaram as expectativas" ao longo dos sete anos que medeiam a criação do banco e os números conseguidos hoje. Atendendo aos números, o Interatlântico indicou um crescimento dos activos líquidos na ordem dos 46%, um aumento dos depósitos de 50%, e aumentos igualmente consideráveis no crédito e nos capitais próprios, consubstanciando isto um resultado ao ano de 50 milhões de escudos cabo-verdianos (CVE), sendo que um euro equivale a 110.265 CVE. A remuneração para os accionistas do capital investido foi de 8, 1%. Daniel Chambel chamou à atenção, tendo por pano de fundo os rumores de que a CGD estaria de saída do Interatlântico, para o facto de que, "num cenário destes - atendendo aos resultados - não faria sentido deixar de reforçar a aposta" neste negócio. Sobre a origem dos rumores, os accionistas cabo-verdianos do Interatlântico não apontam o dedo em nenhuma direcção, pedindo apenas aos jornalistas para "fazerem a sua leitura", deixando no ar a ideia de que a razão pode estar na concorrência. Em Cabo Verde operam quatro bancos privados, sendo o Interatlântico um dos mais pequenos e o BCA o mais importante. Estão ainda no mercado o Banco Comercial de Negócios, com capitais 100% cabo-verdianos, e a Caixa Económica, cujo capital maioritário é do português Montepio Geral. Diário Económico - www.de.iol.pt Comentários (0)
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