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III EITU: Presidente da UNOTUR considera que futuro próximo reserva enormes dificuldades | III EITU: Presidente da UNOTUR considera que futuro próximo reserva enormes dificuldades |
| 04-Out-2007 | |
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O presidente da União Nacional dos Operadores Turísticos (UNOTUR) – Câmara do Comércio de Turismo, Gualberto do Rosário, disse, quarta-feira, na abertura do III Encontro Internacional do Turismo (III EITU), que decorre durante três dias na ilha do Sal, que a opção feita por Cabo Verde relativamente ao sector, assumido como vector determinante do crescimento e do desenvolvimento económicos, trouxe inúmeras e importantes oportunidades de investimento, tanto nos sectores directamente turísticos, como no domínio das actividades conexas.
No entanto, Gualberto do Rosário alertou que a dinâmica do investimento no sector vem colocando, de forma crescente, desafios novos ao país, exigindo cada vez mais investimentos em domínios como os recursos humanos, a saúde, a água, o saneamento, a electricidade e as estruturas de transportes e comunicações, tidas, por tradição, como áreas de intervenção exclusivamente públicas. Ao manifestar essa preocupação, o presidente da UNOTUR disse constatar que o Estado de Cabo Verde «não consegue» reunir condições técnicas, financeiras e organizacionais para responder de forma «minimamente adequada» à procura desses bens essenciais e estratégicos «para garantir o sucesso do investimento privado». Segundo Gualberto do Rosário, as dificuldades que resultam da incapacidade da oferta pública, nesses domínios, representam, nos dias de hoje, «um sério» constrangimento ao desenvolvimento da iniciativa privada e à competitividade das empresas e do país e são «um verdadeiro travão à economia». Nesta medida, ao avaliar o volume de investimentos conhecido e previsto para os próximos anos, o presidente da UNOTUR diz que tem razões para acreditar que o futuro próximo reserva enormes dificuldades, determinadas pela «grande insuficiência» dos bens referidos, tanto em quantidade como em qualidade. Enquanto representante do sector privado do ramo turístico, o antigo primeiro ministro entende que talvez tenha chegado o momento e seja «urgente estabelecer» o consenso nacional sobre o Estado que «deveremos ter», ou seja, «menos interventor, mais regulador, senhor das políticas, mais promotor e incentivador, mais eficiente, eficaz e efectivo e menos difícil de suportar pelos contribuintes». É este desafio que deixa às instituições do Estado, à classe política, aos parceiros sociais e às organizações da sociedade civil, logo na abertura de mais esse fórum sobre o turismo em Cabo Verde. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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