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...

Participação dos nacionais na compra de acções da Enacol rondou os 70 por cento
25-Abr-2007
O presidente da Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC), Veríssimo Pinto, anunciou, hoje, que a Oferta Pública de Venda (OPV) de 285.088 acções da Enacol “foi um extraordinário sucesso” e que a taxa de participação de nacionais ronda os 70 por cento.
De acordo com os resultados da OPV divulgados hoje pela BVCV, dos 28,5 por cento das acções que o Estado detinha na Enacol, foram efectuadas 934 ordens de compra correspondente a 1.766.612 quantidade válida para 285.088 acções.

A procura das acções foi seis vezes superior a quantidade disponível.

Em termos de participação segundo a nacionalidade, 94 por cento de número de ordens foram das entidades nacionais e 6 por cento de estrangeiras. Quanto ao volume de ordem por nacionalidade, 70 por cento foram de nacionais e 30 por cento de estrangeiros.

No caso de volume de ordens segundo residência, 78 por cento foram dados pelas entidades residentes e 22 por cento por não residentes.

Veríssimo Pinto acrescentou que “a percentagem expressiva dos nacionais deita por terra qualquer pretensão de que não há capacidade nacional para participar em privatizações do género”, salientando que “a operação dignificou a Bolsa e o mercado cabo-verdiano de capitais pela expressividade da procura, prestigiou a empresa e engrandeceu o Governo”.

Para o presidente do Conselho de Administração da Enacol, Carlos Bayan Ferreira, “a responsabilidade agora é enorme”, porque a empresa tem que gerir, com rigor, as poupanças de várias entidades que exigem os resultados.

Carlos Ferreira frisou, ainda, que para além da responsabilidade de melhorar os resultados, a Enacol tem em carteira investimentos avultados com vista a liderar o mercado nos próximos anos.

Com a estrutura accionista após OPV, os trabalhadores da Enacol passam a ter 2,5 por cento da capital social, o Estado 2,1 por cento e outros accionistas detêm 95 por cento.

Criada nos primeiros anos da independência, a privatização da Enacol começou nos anos 90, com a cedência, primeiro, de parte do seu capital social do Estado à Petrogal (Portugal) e Sonangol (Angola), seguindo-se depois um pequeno lote de acções aos trabalhadores. Com a venda agora de 28,5 por cento do capital social a privatização chega ao fim.

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