| Reino Unido é maior investidor imobiliário e turismo |
| 15-Nov-2007 | |
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O Reino Unido é actualmente o maior investidor estrangeiro em Cabo Verde na área do imobiliário e do turismo, sendo responsável por investimentos que ascendem aos seis mil milhões de euros, revelou hoje a Cabo Verde Investimentos.
«Actualmente, o Reino Unido ocupa o primeiro lugar em termos de montante e de número de projectos», adiantou em declarações à agência Lusa em Londres o presidente da agência de promoção externa do país, Vítor Fidalgo. A posição dominante do investimento britânico foi alcançada em 2006, «consolidando-se em 2007», precisou o responsável, à margem da feira de turismo «World Travel Market», na qual Cabo Verde participou. O aumento das ligações aéreas directas a partir de Londres e Manchester, reduzindo o tempo de viagem, o facto de existir apenas uma hora de diferença no fuso horário e o clima constituem, no seu entender, as principais razões por esta evolução. A opinião é partilhada por Jim Campbell, director de marketing da Sambala, uma das principais promotoras britânicas em Cabo Verde. «É próximo da Europa, tem sol todo o ano e o jetlag é praticamente inexistente», salienta, razões para Cabo Verde constituir um forte concorrente em relação a Portugal, Espanha ou as Caraíbas. «É um novo destino fascinante porque ainda não está estragado e, pelo mesmo dinheiro, o investidor pode ter uma propriedade maior», acrescenta. A Sembala foi uma das primeiras empresas britânicas a investir no arquipélago, na ilha de Santiago, onde a família proprietária da empresa possuía um terreno de 40 kilómetros quadrados desde os anos 1960. «Começámos há cerca de três anos e estamos a concluir a primeira parte do projecto para inaugurar no início do ano», revelou o responsável. O complexo turístico inclui uma série de apartamentos, lojas e restaurantes e vai oferecer actividades, como mergulho, equitação ou bicicleta todo-o-terreno (BTT). O investimento total ronda os 700 milhões de euros e até ao momento foram vendidos cerca de 750 propriedades, num valor estimado de 100 milhões de euros, avançou Campbell. O projecto inclui o uso de energias renováveis, uma estação de dessalinização e a preservação de um «corredor biológico» na propriedade. De acordo com Victor Fidalgo, os projectos têm de cumprir algumas regras, como uma ocupação de apenas 20 por cento do solo, o índice de edificação não pode ultrapassar os 50 por cento e a altura média é de 2,5 pisos. «Mas somos flexíveis em termos arquitectónicos, pois os ingleses, alemães e italianos têm gostos diferentes», admite. Além do Reino Unido, onde vai voltar em Dezembro para uma feira imobiliária, a Cabo Verde Investimentos está também a tentar atrair investidores russo e escandinavos. «O investimento estrangeiro deve crescer a uma taxa média de 40 por cento nos próximos 20 anos, graças essencialmente à área imobiliária e turística», calcula. «Mas esta é uma previsão bastante conservadora, esperamos crescer mais», conclui. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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