| Santo Antão: Levantamento do embargo aos produtos agrícolas para breve |
| 09-Mar-2007 | |
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O embargo imposto, há cerca de 20 anos, aos produtos agrícolas de Santo Antão, por causa da praga milpés, poderá começar, em breve, a ser levantado de forma gradual.
Essa possibilidade foi, quarta-feira, admitida, na cidade do Porto Novo, pelo delegado do Ministério do Ambiente e Agricultura (MAA) em Santo Antão, Orlando Freitas, durante o colóquio sobre o desenvolvimento rural do Porto Novo, promovido pela ONG Atelier Mar, em parceria com a Universidade de Turim (Itália). “Esta questão já está a ser debatida nível do MAA e pensamos que, gradualmente, o embargo poderá ser levantado”, acredita Orlando Freitas, aconselhando, porém, alguma precaução, uma vez que milpés é uma praga específica da ilha de Santo Antão. “Não existe essa praga em qualquer outra parte do mundo”, sublinhou Freitas que informou que ainda não há qualquer conhecimento científico para o combate ao milpés, que terá sido observado pela primeira vez em 1975 no vale da Rª Grande, onde se situa a maior área irrigada de Santo Antão. Vários produtos, nomeadamente a nível de horticultura e fruticultura, poderão ser exportados para os mercados hoteleiros do Sal e da Boa Vista, desde que devidamente inspeccionados, concorda aquele responsável, que respondia às preocupações do edil do Porto Novo sobre essa matéria. No acto de abertura do evento, Amadeu Cruz considerou que Santo Antão tem sido “severamente” prejudicado por “determinadas medidas de políticas” as quais condicionam o desenvolvimento agrícola e da pecuária na ilha. “O embargo não tem nenhum sentido e de ponto de vista económico é irracional”, afirmou o presidente da Câmara do Porto Novo, para quem a quarenta vegetal a que têm estado sujeitos os excedentes agrícolas de Santo Antão constitui uma das causas da decadência da produção agrícola na região. Por isso, incitou, uma vez mais, ao Governo, a levantar “imediata e incondicionalmente” o embargo ou então que as autoridades expliquem aos agricultores as razões dessa medida, que, a seu ver, foi tomada sem que um estudo tivesse sido feito. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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