| Subscrição pública dos créditos do BCA adquiridos na Electra será em Fevereiro |
| 23-Dez-2006 | |
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O Banco Comercial Atlântico (BCA) anunciou hoje os créditos da Electra adquiridos ao consórcio português EDP/AdP, num montante aproximado de 40 milhões de euros, (4,4 milhões de contos), cuja subscrição pública realizar-se-á em Fevereiro de 2007. O contrato de aquisição destes créditos foi assinado ontem, quinta-feira, entre o consórcio português, EDP/AdP e o BCA, que anunciou esta tarde a transformação deste montante em obrigações no mercado de capitais, via Bolsa de Valores de Cabo Verde (BVC). O contrato rubricado, segundo o presidente do Conselho da Administração da Electra, Antão Fortes, “é mais um passo num processo, que iniciou com a assinatura do Acordo de Reestruturação Societária da Electra em Agosto, entre o Estado de Cabo Verde e a EDP e a AdP. Com esta iniciativa, as duas empresas liquidam, assim, os empréstimos da Electra, ficando credoras de um montante de cerca de 71 milhões de euros. Verba essa que a Electra teria de restituir ao agrupamento num prazo de 20 anos, sem juros mas que agora, corre por conta do BCA. Este montante de 4,4 milhões de contos visa “ permitir o refinanciamento da dívida da Electra, sendo também celebrado o contrato de empréstimo, referiu Antão Fortes que diz estar optimista com o processo que irá dar um novo fôlego” a sua empresa. O contrato é considerado a maior operação de financiamento jamais celebrado em Cabo Verde entre o BCA e uma empresa cabo-verdiana, que trará benefícios para a situação patrimonial da Electra. Segundo o representante do BCA, João Henrique Real Pereira, “apesar da Electra não receber grande fluxo de dinheiro, a empresa vê a sua dívida reestruturada e o seu passivo reduzido em cerca de 31 milhões de euros”. De acordo João Henrique Pereira, o processo é vantajoso para ambas as partes porque, na prática, 50 por cento das obrigações emitidas ficarão na posse do BCA e 50 por cento serão vendidas através da BVC. Neste aspecto o BCA vai conseguir mais créditos e a Electra vê a sua dívida saneada, ganhando margem de manobra para investir e reestruturar a empresa. A operação é igualmente vantajosa para o Estado de Cabo Verde que terá de desembolsar um montante inferior a 31 milhões. É ao mesmo tempo interessante também para o BCA, que vê a sua carteira de crédito aumentar cerca de 25 por cento, com um crédito avalizado pelo Estado cabo-verdiano, melhorando significativamente o seu rácio de transformação e os seus resultados, sublinhou o representante do BCA. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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