| TACV garante que não cede a pressões de trabalhadores, afirma a administração |
| 10-Out-2007 | |
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A administração da transportadora aérea de Cabo Verde (TACV) considerou hoje, terça-feira, inaceitáveis os aumentos pedidos pelos trabalhadores da manutenção e garantiu que não cederá às reivindicações.
Os trabalhadores de manutenção da TACV apresentaram segunda-feira um pré-aviso de greve para os dias 18 e 19 de Outubro, que, caso se concretize, poderá levar à paralisação total dos voos, já que nenhum avião pode levantar dos aeroportos de Cabo Verde sem autorização dos técnicos de manutenção. Os trabalhadores reivindicam, nomeadamente, um aumento salarial de 21 por cento mas hoje o director-geral da empresa, Gilles Filiatherault, afirmou que esse valor é inaceitável e que a TACV não o pode pagar, face aos esforços desenvolvidos ao longo do último ano no sentido da recuperação financeira da empresa. "A gestão dos TACV é, neste momento, mais eficaz do que era há um ano, mas em contrapartida há pessoas que exigem que destinemos os ganhos financeiros conseguidos a aumentos salariais, como é o caso, presentemente, da associação dos trabalhadores da manutenção. Pedem actualizações de 21 porcento para um período de dois anos. Trata-se, na minha opinião, de uma exigência totalmente inaceitável", explicou. Para Gilles Filiatherault, o argumento dos trabalhadores é que estão a trabalhar mais do que antes, pelo que a empresa devia atribuir-lhe, como compensação, os ganhos conseguidos com a racionalização do quadro de pessoal desse sector. "Para mim, é uma lógica que não tem qualquer sustentação", garantiu. Em contrapartida a direcção da empresa propõe um aumento salarial de quatro porcento com retroactivos de dois anos. A proposta já foi recusada pelos trabalhadores de manutenção, que pedem uma reestruturação completa na carreira dos técnicos. Gilles Filiatherault afirma que nesta questão conta com o "apoio incondicional" do Governo. "Ainda ontem o ministro (das Infra-estruturas e Transportes) Manuel Inocêncio Sousa, e outros membros do Governo reafirmaram que cabe a esta direcção gerir o "dossier" em função das capacidades dos TACV. Por isso, não vamos ceder, tanto mais que estamos convencidos de ter feito uma oferta que é razoável. Acredito que quatro porcento é uma oferta razoável", concluiu. A greve dos próximos dias 18 e 19 de Outubro é a segunda em menos de um mês e tal como a primeira, nos dias 21 e 22 de Setembro, visa protestar pela não aprovação por parte dos TACV de um novo sistema de evolução e progressão na carreira de todo o pessoal afecto à direcção de manutenção. De acordo com os TACV, a greve de Setembro causou atrasos de várias horas em diversos voos nacionais e internacionais e prejuízos estimados em milhares de contos, mesmo com a requisição civil decretada pelo Governo. Na greve de Setembro foram afectadas nomeadamente as ligações com Portugal. No dia 21, o voo Praia-Lisboa saiu com sete horas de atraso. Agência Lusa - www.lusa.pt Comentários (0)
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