| Advogados querem cidadãos conscientes das formas de resolução de conflitos |
| 09-Jun-2007 | |
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A Ordem dos Advogados de Cabo Verde (OACV), promove hoje, na Praia, um ciclo internacional de conferências sob o lema “Meditação e Arbitragem como formas Alternativas de Resolução de Conflitos”, com o propósito de mostrar aos cidadãos que também existem outras formas de se resolver os conflitos, além dos tribunais. “Fala-se muito da crise e da morosidade da justiça, mas há outras formas de resolver os conflitos, nomeadamente, a arbitragem, mediação e conciliação e nós queremos iniciar este debate”, precisou aos jornalistas o Bastonário da OACV, Arnaldo Silva. Referindo-se à aprovação, recentemente, de uma lei sobre arbitragem e sobre mediação, o jurista considerou que é importante que as pessoas tenham consciência desses mecanismos, que resolvem os problemas de forma mais célere, mais barata, em vez da via tradicional que é o tribunal. “Em Cabo Verde há uma cultura excessiva de que tudo, por mais pequena que seja a questão, seja resolvida pelo Tribunal”, sublinhou, acrescentando, que a Ordem pretende fazer um trabalho no sentido de mudar essa mentalidade. Os trabalhos da conferência, que segundo o Bastonário cabo-verdiano é a primeira de várias que a OACV pretende realizar em Cabo Verde, debruçar-se-ão, igualmente, sobre a “Deontologia e Ética Profissional do Advogado”, vocacionado aos estagiários, uma vez que, “são obrigados por lei a fazer um trabalho sobre este tema”. O tema sobre a Deontologia Profissional do advogado, trouxe a este evento, Rogério Alves, Bastonário da Ordem dos Advogados Portugueses, em cuja comunicação vai apresentar várias experiências lusas, nomeadamente, como é que os advogados portugueses se organizam, se auto-regulam e defendem os valores essenciais da profissão. “Porque como se sabe, uma das particularidades da nossa profissão é chamada auto-regulação. Dentro da advocacia tem órgãos que fazem a análise disciplinar do comportamento dos advogados, que verificam o cumprimento dos seus deveres deontológicos, e a ordem é também uma instituição pública que visa aperfeiçoar o estado de direito, contribuir para que haja melhores leis, denunciar os atropelos àquilo que são considerados direitos e as responsabilidades fundamentais”, exemplificou. Para Rogério Alves, a partilha de experiência no quadro dos países lusófonos, vai se aperfeiçoando, quer nos seus comportamentos, quer nas suas próprias regras e tem sido muito útil, porque lhes permite confrontar quer o estatuto das ordens, quer a própria organização da ordem. Por sua vez, o Bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Armando Mango, considerou que a experiência da Guiné-Bissau é única, tendo em conta que aquela Ordem já conta com 15 anos de existência. “Temos passado por algumas vicissitudes normais de quem está a exercer e, relativamente à ética e deontologia do advogado, tivemos alguns casos que quero relatar aos amigos de Cabo Verde, para servir de precaução para a ordem dos advogados cabo-verdianos”, avançou aquele jurista. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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