| Associação luta há 20 anos pelo bairro cabo-verdiano de Lisboa, Cova da Moura |
| 02-Nov-2007 | |
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A Associação Cultural Moinho da Juventude, que presta apoio à população da Cova da Moura, na Amadora, assinalou ontem duas décadas de existência. O dia foi de festa na sede da instituição, que acolheu dezenas de convidados, que tiveram oportunidade de se deliciar com a cachupa, prato típico de Cabo Verde, saboreada ao som da música dos Toca a Rufar.
Um dos pontos altos da jornada festiva foi a inauguração de um painel de azulejos, da artista plástica Françoise Schein, que foi colocado em duas paredes da associação. Para celebrar as duas décadas de existência, a Direcção do Moinho da Juventude entendeu convidar uma série de personalidades dos mais variados quadrantes da sociedade, de forma a apadrinhar os núcleos da associação, desde instituições como a PSP ou a Segurança Social, mas também professores universitários e até figuras mais mediáticas. "Padrinhos" que servem para dar novas ideias e ajudar cada núcleo a desenvolver-se", explicou, ao JN, Godelieve Meersshaert, fundadora da associação. Bárbara Guimarães, apresentadora de Televisão, aceitou ser madrinha do núcleo de cozinha, que serve diariamente cerca de 350 refeições. A apresentadora prometeu trazer sacos térmicos, talheres e panelas. "A pedido das minhas afilhadas que necessitam destes instrumentos no dia-a-dia", referiu. Passados 20 anos da sua criação, a associação tem agora de lutar pela manutenção dos apoios da Segurança Social. "Desde que criaram a escola a tempo inteiro que nos retiraram verbas. No entanto, continuamos a necessitar de funcionárias para levar e trazer as crianças à escola de manhã, à hora de almoço e à tarde", lamenta Godelieve, que acrescentou já ter escrito uma carta ao Ministério da Segurança Social e do Trabalho. A associação mantém em funcionamento vários projectos, como uma creche, jardim-de-infância, actividades para os jovens e uma biblioteca. Jornal de Notícias - http://jn.sapo.pt Comentários (0)
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