| Autoridades reforçam estado de alerta nas praias interditadas na Praia |
| 06-Jun-2007 | |
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As autoridades ligadas à problemática do saneamento e vigilância sanitárias da cidade da Praia, reforçaram o estado de alerta, depois de se ter constatado, esta semana, que as pessoas continuam a tomar banho nalgumas das praias interditadas, devido à contaminação. O capitão dos Portos de Sotavento, João de Deus Carvalho, informou que as pessoas já foram alertadas do perigo através da comunicação social e que, brevemente, vão ser colocadas as bandeiras, para impedir os banhistas de se fazerem ao mar nas praias interditadas. João de Deus admitiu, entretanto, que a proibição não tem surtido grande impacto, pois, as pessoas continuam a tomar banho nas praias interditadas, ignorando todas as informações passadas nos órgãos de comunicação social. O reforço da alerta vem na sequência do anúncio feito na semana passada pela Delegacia de Saúde da Praia, após um encontro com representantes de organismos ligados ao saneamento e vigilância sanitárias, entre os quais, as direcções do saneamento e da fiscalização da Câmara Municipal da Praia, da Direcção-Geral do Ambiente, do INGRH e da Capitania dos Portos, para dar conta da situação actual da qualidade da água das praias da capital. O encontro, que serviu também para analisar a situação sanitária geral no concelho da Praia, definiu a prevenção e o reforço da aplicação de algumas medidas, nomeadamente, proibindo as pessoas de se banharem nas praias de Quebra-Canela, Prainha, Praia Negra, Gambôa e a Praia em frente da ETAR, que acusam contaminação com “coliformes fecais”. As orientações estratégicas contra o banho nas praias da capital, delineadas no encontro, incluem, ainda, de acordo com uma nota da Delegacia de Saúde, a recolha semanal e a análise das águas das diferentes praias da capital, incluindo as de Mulher Branca e de São Francisco, tendo em vista o risco que representa para a saúde pública. Para uma maior eficácia nas intervenções, o encontro recomendou também a organização e adopção do sistema de requalificação das praias através da colocação de bandeiras de diversas cores (vermelho, amarelo e azul), para alertar os banhistas da qualidade da água e o seu estado de saneamento. O reforço da vigilância e fiscalização por parte dos agentes da polícia marítima e também dos agentes da polícia municipal, nas duas das principais praias, Quebra-Canela e Prainha, são outras das necessidades identificadas, existindo uma proposta no sentido de se aconselhar as pessoas “a não defecarem nas praias”, bem como evitar a presença de cães e de vendeiras ambulantes sem controlo sanitário. O encontro, defendeu ainda, a necessidade de se promover informação e educação sobre a saúde e o ambiente, através da colocação de cartazes e de dísticos, de jogos e concursos sobre higiene, saneamento e ambiente. Por outro lado, recomenda-se também diligências junto da Electra e outras empresas que se ocupam da área da canalização e esgotos, exortando os responsáveis a se dotarem de materiais e maquinarias que possibilitem uma resposta eficaz em caso de entupimento e/ou ruptura dos tubos de esgotos. Os esforços serão igualmente direccionados no sentido de propor a institucionalização de uma de controlo por decreto-lei, como forma de melhor monitorizar o estado sanitário do concelho, na linha das recomendações do encontro. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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