| BM considera bom o sistema de saúde cabo-verdiano, a nível de África |
| 18-Mai-2007 | |
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O consultor do Banco Mundial (BM), Carlos Costa, classifica de “bastante bom” o sistema de saúde cabo-verdiano, comparativamente aos outros países africanos, e acredita que se aproxima mais ao dos países desenvolvidos. Carlos Costa fez esta apreciação, hoje, na Praia, ao apresentar, num workshop, o tema versando “A Revisão das Despesas Públicas no Sector da Saúde”, que tem por objectivo a melhoria do sistema de informação financeira da Ministério da Saúde, entre outros. Aquele consultor do BM, que chegou a esta conclusão, ao fazer um estudo comparativo da percentagem de despesas de saúde com o Produto Interno Bruto, acredita, no entanto, que existe uma grande assimetria entre as ilhas, mais na utilização do que na oferta, nomeadamente, das consultas totais, consultas hospitalares, internamentos hospitalares e outros. Para o controlo de despesas, que, no sector de saúde, tanto a nível do Ministério da Saúde quanto, a nível do Instituto Nacional de Previdência Social, apresenta-se instável, Carlos Costa defende uma política de gestão de recursos humanos, uma vez que se sabe, exactamente, o que cada um está a fazer e se pode, muitas vezes, mudar o tipo de profissionais que se tem e se precisa. Quanto ao índice de mortalidade infantil, o representante da BM pensa que pode ser melhorado, tanto com programas de saúde materna, no que toca ao acompanhamento na gravidez e transferência dos partos de alto riscos para os hospitais centrais, devido a melhores condições, evitando-se mais mortes maternas e de recém nascidos. “Há outra questão que tem a ver com a cobertura vacinal. Há dois problemas aí: o conselho é que se algumas vacinas não estiverem bem condicionadas perdem as suas características e, muito provavelmente, dependendo das limitações orçamentais há novas vacinas que podem ser introduzidas e com isso haverá ganhos substanciais na redução da mortalidade infantil”, propõs. Em 2005, as despesas totais de Saúde, per capita era de 10 mil 379 escudos, das quais, 8 mil 236 à despesa pública e 2 mil 143 à despesa privada. Entre as recomendações deixadas pelo consultor, constam a adopção de apenas uma modalidade de financiamento da saúde, ou seja, o modelo Bismarck, a criação de uma entidade responsável pelo sistema de informação, a criação de resumos de Alta Hospitalares, a criação de mecanismos para avaliação do desempenho dos serviços de saúde e programas verticais, e aconselha a que as tabelas de preços deixem de ser exaustivas. O workshop, realizado no âmbito das parcerias estabelecidas e da abordagem comum de ajuda orçamental entre Cabo Verde e os parceiros de ajuda orçamental visa, ainda, uma maior integração, por parte das autoridades, na revisão das despesas públicas no sector da saúde. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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