| Cabo-verdianos pedem reforço da ajuda aos carenciados em Angola |
| 22-Out-2007 | |
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A comunidade cabo-verdiana em Angola indicou como uma das prioridades, para o programa do futuro embaixador do seu país em Angola, o reforço da ajuda aos compatriotas carenciados, pelo facto de muitos deles estarem já sem força física para garantirem, por si sós, a sua subsistência.
O pedido foi manifestado nesta sexta-feira à noite, em Luanda, por Fátima Silva - uma das responsáveis do Núcleo de Mulheres Naturais e Amigas deste arquipélago no país, que disse à representação da Agencia Cabo-verdiana de Notícias (Inforpress) em Luanda haver já um programa massificado pelo embaixador cessante. "O novo embaixador tem que apoiar alguns carenciados que nós temos nesse momento, embora o seu antecessor Silvino da Luz tenha feito muito. Temos aqui compatriotas que vieram desde os anos 51-52, em situação de contrato, e ficaram cá. Alguns estão mais ou menos, mas outros precisam de apoio", expressou. Fátima Silva, cujo depoimento proferiu à margem de um sarau cultural de homenagem a Silvino da Luz, disse haver outras áreas por atender, no mandato do futuro representante diplomático do arquipélago, mas, para si, essa ajuda é prioritária. Em relação a comunidade, disse estar numa fase de reestruturação, tendo em conta o facto de as duas mais antigas associações estarem praticamente inactivas. Disse, inclusive, não haver contactos regulares entre os membros de ambas as organizações. "Creio que, com a partida do Silvino da Luz, o Núcleo de Mulheres vai continuar. Nesse momento temos reunido com grande parte das associadas. Temos quase 200 mulheres inscritas. Faz tempo que as duas primeiras associações não reúnem. Nesta altura, apenas o grupo de jovens tem feito alguma coisa", explicou. Em face desse cenário, aconselhou a Liga dos Naturais e Amigos de Cabo Verde (Lina-CV) e a Associação Cabo-verdiana de Angola (ACA) a desdobram-se em esforços para relançar a comunidade, à semelhança do que tem sido feito pelos jovens. "Tivemos jovens à margem da lei, na delinquência, que a futura Associação dos Jovens Cabo-verdianos - AJOCA enquadrou e tirou dessa má vida. A Lina-CV e a ACA devem unir-se e trabalhar em prol da comunidade", concluiu Fatia Silva. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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