| Cabo Verde: Há três homens por cada mulher infectada com HIV |
| 27-Mar-2007 | |
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Os homens cabo-verdianos contraem três vezes mais o vírus da SIDA do que as mulheres, referem dados hoje apresentados na Cidade da Praia. Os números foram referidos pelo Comité de Combate à SIDA (CCS Sida), no decorrer de numa cerimónia a propósito do Dia da Mulher Cabo- Verdiana, que hoje se assinala no país. Nas ilhas, a taxa de prevalência do vírus é de 0,8%. A taxa de prevalência nas mulheres é de 0,4% e nos homens de 1,1%. Além disso, os dados mostram que as mulheres têm um melhor acesso aos meios de diagnóstico e apresentam também menos comportamentos de risco do que os seus parceiros. Melhores acessos e menos riscos podem explicar a baixa prevalência do VIH nas mulheres, disse o secretário-executivo do CCS SIDA, Artur Correia. «Há quase três vezes mais homens infectados do que mulheres e também devemos dizer que os homens têm um comportamento de risco maior do que as mulheres», disse. E lembrou depois: «Não é por acaso que o último estudo realizado demonstrou que o número de homens que referem ter tido relações com parceiros não regulares é quatro vezes maior do que o número de mulheres que referem isso». Ainda no capítulo da prevenção, Artur Correia referiu que nos últimos anos Cabo Verde passou de 2 mil testes para 11 mil, mais da metade dos quais são efectuados às grávidas. A aposta na prevenção da transmissão vertical, é também uma preocupação do Plano Nacional de combate à SIDA 2006-2010. Neste sentido, a CCS SIDA garante que cerca de 80% das grávidas em Cabo Verde têm acesso aos meios de diagnóstico, ao mesmo tempo que são disponibilizados gratuitamente medicamentos antiretrovirais para todas as grávidas seropositvas. «Esta aposta forte na prevenção da transmissão de mãe para filho tem como objectivo diminuir o número de crianças que nascem com o vírus, é um compromisso do país e que deve ser sobretudo das mulheres», afirmou. Artur Correia lembrou que o objectivo até 2010 é conseguir que todas as grávidas façam o teste e o tratamento. Um objectivo difícil de conseguir, já que o secretário executivo reconhece que nem todas as grávidas seropositivas aceitam seguir o tratamento. A prevenção da transmissão vertical em Cabo Verde conta com o apoio do Brasil através da cooperação Laços Sul/Sul, que disponibiliza assistência técnica e medicamentos antiretrovirais para as grávidas. Neste sentido, o secretário executivo da CCS SIDA anunciou que nos próximos tempos o Brasil vai apoiar o país na criação de um banco de leite, para que as mães seropositivas que não amamentam os seus filhos tenham à disposição leite materno doado por outras mães. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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