| Cabo Verde esta longe de cumprir com os objectivos de Beijing - presidente do ICIEG |
| 31-Jul-2007 | |
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A presidente do Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG), Claudia Rodrigues, reconheceu hoje, na Praia, que a questão género, no país, esta longe de atingir os objectivo preconizados pela Nações Unidas.
Claudia Rodrigues, que falava durante o lançamento do livro “Cabo Verde e CEDAW”, uma espécie de relatório da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres, considerou a situação, no que respeita a violência contra as mulheres de “bastante grave”, e defendeu a necessidade de se organizar para uma responsabilização mais convincente no sector. “Todo esse problema resulta, às vezes, da estrutura que existe nas instituições e que, reflecte no fundo a sociedade que temos que é machista. Por isso, o trabalho que temos feito em prol da violência, não tem sido respeitado pelas autoridades, dai, os vários acontecimentos que culminam sempre com a morte de uma mulher”, disse, garantindo, por outro lado, que a instituição que dirige tem pautado por maior engajamento da sociedade nos problemas que afectam a equidade e igualdade do género. Apesar dessa falha no respeitante a violência, a presidente do ICIEG, chama a atenção dos presentes em algumas conquista no referente ao acesso a educação e nos sectores saúde sexual e reprodutiva. Para uma maior divulgação junto da sociedade sobre a questão violência, Claudia Rodrigues avançou a Inforpress que, em 2008 a instituição irá lançar uma campanha de sensibilização com vista a tirar frutos e obter resultados. A presidente da Rede das Mulheres Parlamentares, Hermínia Curado, ao presidir a abertura dos trabalhos, lembrou que apesar das várias leis existentes verifica-se que na prática não funcionam. “É preciso estarmos atentas para que estas leis sejam aplicadas quando necessário. Ainda no que refere a questão igualdade e equidade há muito caminho a percorrer. Basta ver que na Assembleia, temos 72 deputados e só oito são mulheres”, adverte, esperando que do encontro sai recomendações palpáveis e com aplicabilidade. Por sua vez, a presidente da Comissão Nacional dos Direitos Humanos e Cidadania (CNDHC), Vera Duarte, que realçou os esforços que vem sendo feito no sector, evocou Amílcar Cabral para lembrar as sua palavras no referente a igualdade e equidade. O encontro que acontece no Dia da Mulher Africana, assinalado a 31 de Julho, é motivo para que a mulher africana, particularmente a cabo-verdiana, continue a lutar para a sua liberdade e emancipação. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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