| Guia educativo sobre violência contra a criança é apresentado no Sal |
| 15-Jun-2007 | |
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O Guia Educativo sobre a Violência e Abuso Sexual Contra a Criança e Adolescente - identificar, prevenir e combater, do Instituto Cabo-verdiano da Criança e Adolescente (ICCA), foi apresentado quinta-feira, na Ilha do Sal. O Guia, cujo lançamento enquadra-se no âmbito de um leque de actividades programadas para o mês de Junho - Mês da Criança -, contem informações claras e capazes de serem compreendidas pelos mais pequenos. A brochura é destinada a toda sociedade civil, mas, particularmente, às crianças e adolescentes, aos pais e encarregados de educação, a professores, decisores políticos, agentes de segurança e profissionais da área social e do sector da saúde. Conforme a delegada do ICCA no Sal, Ana Paula Brito, este Guia surgiu mais na óptica de despertar o interesse às pessoas a quebrar o silêncio em relação ao problema de violência e abuso sexual que as crianças e adolescentes têm sido sujeitas. Daí que, o principal propósito é “sensibilizar as pessoas a não terem medo de fazerem denúncia de modo a podermos travar ou diminuir esta problemática”. Dados estatísticos da delegação do ICCA no Sal, apontam que em 2006, registaram-se três casos de abusos sexuais e, em 2007 há já registos, neste semestre, de sete casos. Ana Paula Brito considera a situação “gritante”, mas acredita que a sociedade está mais sensível a esta problemática, perdendo assim o medo de fazerem denúncia. Em jeito ainda de alerta, a responsável do ICCA na Ilha do Sal aponta que, por exemplo, as marcas psicológicas de crianças vítimas de violência ou abuso sexual, são, nomeadamente pesadelos, chichi na cama, tristeza ou choro sem razão aparente, medo de ficarem sozinhas, entre outros sinais. E, quanto a marcas físicas: roupas rasgadas, manchas de sangue, hematomas, nódoas negras no corpo, dificuldade em caminhar, dores no baixo ventre e corrimento na vagina ou no pénis. Assim, por forma a dar combate e este mal, Ana Paula Brito apela às pessoas a não terem medo de fazerem denúncia de casos de violência e abuso sexual a crianças e adolescentes. Pois, conforme disse, “vergonha é não denunciar e omissão é crime”. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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