| Holanda: Jovens da segunda geração preocupam-se com terra-mãe |
| 25-Set-2007 | |
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Muitos já nasceram na Holanda, outros vieram ainda criança juntar-se à família que procurava melhores condições de vida na “terra das túlipas”. São os chamados "jovens da segunda geração", que já têm o holandês como primeira língua, mas falam o crioulo, que tiveram as condições de vida que faltam a muitos jovens como eles, lá na terra-mãe, mas que se referem aos cabo-verdianos radicados nas ilhas como o "meu povo".
Mas a verdade, é que o "tudo" que o país de acolhimento lhes proporciona não é suficiente para ofuscar a sua consciência de cabo-verdianos, a sua cabo-verdianidade. "Quero fazer alguma coisa pelo meu povo". É a forma como habitualmente manifestam a vontade de fazer algo por Cabo Verde e por aqueles que enfrentam algum tipo de dificuldades no país. É o caso de Pedro (Pitcha) Lopes, estudante de Psicologia Social, que pretende pôr os seus conhecimentos, vontade e patriotismo ao serviço de Cabo Verde, com a implementação de um projecto social, provavelmente na ilha de Santo Antão ou lá onde a necessidade for maior. "Tenho alguma experiência de trabalho com idosos e com toxicodependentes", revela Pitcha, manifestando o desejo de elaborar e implementar um projecto que vise "ajudar os idosos, os toxicodependentes, as crianças de rua ou os sem tecto" em Cabo Verde. Para o efeito, já planeia uma deslocação a Cabo Verde para falar com os responsáveis dos serviços locais da Promoção Social com vista a melhorar os seus conhecimentos sobre o país, de modo a poder elaborar um projecto que esteja de acordo com a realidade social local. Quanto a dinheiros para a implementação do seu projecto, Pedro Lopes espera poder conseguir financiamentos na Europa após a visita que pretende efectuar a Cabo Verde para a recolha dos subsídios para a elaboração do projecto. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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