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...

José Maria Neves defende maior integração das pessoas portadoras de deficiência
27-Jun-2007

O primeiro-ministro, José Maria Neves, defendeu hoje, na Praia, que Cabo Verde ainda padece de um grande défice de capital humano e social, o que faz com que haja “diferenciação” no tratamento dos deficientes.

 José Maria Neves, que falava na cerimónia da comemoração dos 30 anos de ensino para os deficientes visuais no país, solicitou da sociedade cabo-verdiana, uma postura diferente de forma a que “possamos tratar os deficientes como pessoas iguais a nós”.

Com essa consciência, sublinhou, termos capacidade de atender as suas especificidade e diferença e, a partir daí, poderemos “promover, defender e respeitar os seus direitos”.

De acordo com o primeiro-ministro, o Código de Trabalho a ser aprovado brevemente, além de ter um capítulo só para os deficientes, fixa também, a questão quotas para o acesso das pessoas portadoras de deficiência aos concursos abertos para os diferentes postos de trabalho existentes no mercado.

Segundo José Maria Neves, a educação, um sector chave para as pessoas portadoras de deficiência, está sendo trabalhada para que todos possam ter acesso aos mecanismos que garantem a sua integração na formação profissional e não só.

Por sua vez, o professor Henrique Portugal, convidado de honra da associação, focou alguns pontos de intervenção e reconheceu ganhos mas, defendeu a necessidade de se ter mais atenção com os deficientes no que respeita a integração social.

“Penso que é preciso haver quotas, mas que não seja apenas uma decisão tomada pelo Governo, mas também pelos privados e pelos próprios deficientes que devem estar capacitados para concorrer em pé de igualdade com os outros”, defendeu.

Ainda segundo Henrique Portugal, por maior sensibilidade que o Governo tenha, se o deficiente não tiver capacidades para exercer o seu trabalho, não será possível ajuda-lo.

“Nós não queremos protecção e nem privilégios, mas sim oportunidades de poder concorrer e trabalhar em pé de igualdade com os outros”, conclui.

Para o presidente da Associação dos Deficientes Visuais de Cabo Verde (ADEVIC), Manuel Júlio Soares, foram 30 anos de muita luta, mas que deram os seus frutos.

“Conseguimos muita coisa nestes anos e só o facto do primeiro-ministro estar aqui presidente, já é um grande acto de reconhecimento das acções levadas a cabo pela associação e seus parceiros”, salientou.

Durante a cerimónia, em que se vez presente algumas figuras públicas, os deficientes visuais fizeram uma demonstração da sua potencialidade no sector da música, teatro e artes marciais.

Inforpress - www.inforpress.cv

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