| Mulheres cabo-verdianas com baixa participação na vida política, diz a Afrosondagem |
| 09-Nov-2007 | |
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A presença de mulheres cabo-verdianas no seio das organizações políticas é ainda baixa, uma vez que menos de 20 por cento pertencem às comissões políticas e o ou Conselho/Direcção nacional dos partidos, revela o estudo da Afrosondagem sobre a Boa Governação em Cabo Verde, apresentado quarta-feira, na Praia.
De acordo com o documento, a que a Inforpress teve acesso, não obstante a participação das mulheres no seio das organizações políticas ter aumentando no decurso de uma década, nota-se que a sua presença no seio destas organizações “é ainda baixa”. Quanto ao funcionamento da democracia cabo-verdiana, o estudo revela que o sistema político democrático tem funcionado normalmente, tendo sido realizado todos os pleitos eleitorais previstos sem nenhuma interrupção. Noventa e seis por cento dos “experts” entrevistados são unânimes em asseverar que no país vigora uma democracia multipartidária estável, incluindo vários partidos políticos, cada um com um programa político nacional independente. O quadro democrático é, na opinião dos “experts” entrevistados, largamente aceite por todos os grupos sociais e políticos (96 por cento) e, bem assim, pela maioria da população (57 por cento) que considera o sistema político vigente “competitivo”. Diz o estudo da Afrosondagem que a constituição de organizações políticas partidárias e demais associações da sociedade civil é “inteiramente livre”, não sendo nenhum cidadão e/ou organização da sociedade civil “coibido de exercer os seus direitos consagrados na Constituição. Porém, os dados publicados revelam que o actual sistema de financiamento dos partidos políticos favorece, essencialmente, aqueles que têm assento parlamentar, o que vem “limitando a capacidade competitiva dos pequenos partidos”. Segundo a conclusão da Afrosondagem, de um modo geral a sociedade civil é “pouco activa e interventora”, não obstante a proliferação de associações/ONG, revelando fraca capacidade de pressão junto aos sectores do Estado. “Em média, cerca de 90 por cento da população não participa nas associações profissionais, sindicatos, cooperativas, etc. A participação mais significativa regista nas organizações políticas (20 por cento) e nas de índole religiosa (12 por cento). Outro dado avançado pela Afrosondagem assegura a recente autorização concedida para a abertura de novos canis de televisão pressagia mais pluralidade a nível da comunicação social. Os jornalistas - lê-se no documento - enquanto principais artífices do processo de afirmação da comunicação social independente, exercem as suas actividades de forma livre. Na opinião da maioria dos “experts” (63 por cento), os meios de comunicação social operam num ambiente “completamente livre e/ou raramente violado pelo Governo”. Inforpress - www.inforpress.cv Comentários (0)
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