| Oposição portuguesa visita cabo-verdianos na Cova da Moura, Lisboa |
| 02-Ago-2007 | |
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O candidato à presidência do PSD Luís Filipe Menezes visitou nesta quinta-feira a Cova da Moura e defendeu que o partido tem de reaproximar-se das populações para impedir que a esquerda tenha «o monopólio da rua».
«Nós não queremos deixar o monopólio da rua à esquerda, nós temos preocupações sociais e sensibilidade social», defendeu Luís Filipe Menezes, questionando se o seu adversário na corrida à liderança do PSD, Marques Mendes, alguma vez visitou a Cova da Moura. Menezes fez questão de salientar que esta não é a sua primeira visita à Cova da Moura, recusando qualquer oportunismo político. «Um líder de um partido da oposição tem de ter uma vivência junto da realidade. A minha maneira de estar na vida é fazer política de proximidade», salientou. Para o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, o PSD tem de «reconquistar o apoio das populações, nomeadamente das que vivem com mais dificuldades, e deixar de ser o partido do gabinete e da luta parlamentar». Luís Filipe Menezes fez também questão de recordar um compromisso do Governo PS que, há cerca de um ano, assinou na Cova da Moura um protocolo para a recuperação urbana do bairro. «Até agora a Câmara da Amadora não recebeu um tostão nem houve uma decisão que defina um modelo institucional», criticou. No entanto, o vice-presidente da Associação de Moradores da Cova da Moura, Jorge Humberto, militante do PSD e que acompanhou Menezes nesta visita, foi bastante menos crítico com a acção do Governo socialista. «Tem-se procurado dar os primeiros passos para a resolução dos problemas da Cova da Moura», considerou, definindo a segurança e a limpeza como os mais urgentes. Menezes insurgiu-se ainda contra as condições das forças de segurança no bairro, que classificou de «infra-humanas». Na Cova da Moura, onde esteve acompanhado do porta-voz da candidatura, Ribau Esteves, do deputado Miguel Santos, e do presidente da concelhia da Amadora Carlos Reis, Luís Filipe Menezes deixou uma promessa. «Vamos festejar a vitória nas eleições do PSD aqui, num restaurante com música cabo-verdiana», garantiu. As eleições directas para a escolha do próximo presidente do PSD disputam-se a 28 de Setembro, seguidas de um Congresso, de 12 a 14 de Outubro. Diário Digital / Lusa Comentários (0)
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